O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou em uma rede social na noite desta segunda-feira (26) que conversou com o presidente dos EUA Donald Trump, e que parte dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) vão deixar a cidade.
“Conversei com o presidente Trump nesta tarde e mostrei como Minneapolis se beneficia da presença da comunidade de imigrantes e deixei claro que meu maior pedido é que a operação Metro Surge [do ICE] precisa acabar. O presidente concordou que a atual situação não pode continuar.”
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Ainda segundo a publicação de Frey, os agentes federais começam a sair da cidade nesta terça (27).
“Vou continuar insistindo na saída dos demais policiais envolvidos nesta operação”, escreveu.
Crimes
Em sua declaração, Frey informou ainda que a cidade de Minneapolis continuará cooperando com o governo federal nas investigações de crimes, mas que não participará de prisões inconstitucionais: “Criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometeram, não com base em sua origem”.
O governador de Minnesota, estado onde fica Minneapolis, Tim Walz, também conversou com Trump nesta segunda-feira (26). Eles concordaram em rever a atuação do ICE no estado.
No último sábado (24), os agentes do ICE assassinaram Alex Pretti, cidadão norte-americano, de 37 anos, que trabalhava como enfermeiro em um hospital de veteranos de guerra.
Pretti foi imobilizado por cinco homens da corporação federal e, em seguida, já completamente dominado, foi atingido por dez disparos de arma de fogo feitos por um dos agentes do ICE.
Há duas semanas, o ICE também matou Renee Good, também cidadã norte-americana. Um agente atirou três vezes e matou Renee dentro de seu carro.
Troca de comando
Segundo informações da agência internacional Reuters, Gregory Bovino, uma das principais autoridades da Patrulha de Fronteira dos EUA, deixará de atuar no estado de Minnesota.
Bovino vinha sendo criticado pelas ações do ICE. Ainda segundo a Reuters, ele será transferido e deve ser substituído por Tom Homan.
Nas redes sociais, Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, negou que Bovino tenha sido dispensado de suas funções.
