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    “Ser abjeto”: Flavio acusa Moraes de tortura contra Jair Bolsonaro

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    Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitar o pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro (PL), o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão nas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter) nesta quinta-feira (1º/1), ele acusou Moraes de “praticar tortura” e o chamou de “ser abjeto”.

    “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura? Em mais uma decisão cheia de sarcasmo, dizendo que saúde de Bolsonaro “melhorou”, o laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão – existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde. Leia o laudo, ser abjeto!”, escreveu o filho “01” do ex-presidente.

    Veja post:

    A manifestação do senador ocorreu horas depois de Moraes negar o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente nessa quarta-feira (31/12). Jair Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star na véspera do Natal e passou por uma série de procedimentos médicos. Ele já realizou cinco intervenções desde a internação e tem previsão de alta nesta quinta-feira (1º/1).

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    Na decisão, o ministro afirmou que não estão presentes os requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar e destacou risco concreto de fuga. Moraes citou ainda descumprimentos reiterados de medidas cautelares, incluindo a destruição dolosa da tornozeleira eletrônica, ao defender a manutenção do regime fechado. Segundo ele, a medida é necessária para assegurar a aplicação da lei penal e o cumprimento de decisão judicial com trânsito em julgado.

    O magistrado também contestou o argumento de piora clínica apresentado pela defesa. Para Moraes, os documentos médicos apontam “quadro clínico de melhora dos desconfortos” após cirurgias eletivas recentes, e não agravamento do estado de saúde de Bolsonaro.

    O ex-presidente permanece preso em regime fechado, cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.