O Exército brasileiro deve contar com reforço no efetivo da Operação Acolhida, segundo fontes do governo e das Forças Armadas, após os Estados Unidos atacarem a Venezuela e capturarem o presidente Nicolás Maduro neste sábado (3/1). O objetivo da ação é oferecer uma resposta humanitária ao intenso fluxo de venezuelanos na fronteira entre os dois países.
A Venezuela foi alvo de ataques na manhã deste sábado pelo governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump confirmou que os EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama do país, Cilia Flores.
EUA x Venezuela
- Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
- O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que capturou o presidente Nicolás Maduro.
- A Embaixada dos EUA em Bogotá afirmou estar ciente diante das explosões em Caracas e pediu para que nenhum norte-americano viaje até a Venezuela por “nenhum motivo e evite as fronteiras da Venezuela com a Colômbia, o Brasil e a Guiana”.
- Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões se prolongaram.
- Em meio ao agravamento do cenário, Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Fontes ouvidas pelo Metrópoles informaram que a presença das tropas nas fronteiras muda pouco, pois já está guarnecida, mas que deve haver um provável reforço na Operação Acolhida.
A operação foi criada em 2018, com o objetivo de garantir o atendimento aos refugiados e migrantes venezuelanos.
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A Polícia Federal (PF) acompanha de perto a escalada de tensão na Venezuela. Em conversa com o Metrópoles, por meio da coluna de Mirelle Pinheiro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada pelo lado venezuelano, enquanto o Brasil mantém seus postos abertos.
Captura
O presidente norte-americano acrescentou que a operação contra a Venezuela foi realizada “conjunto com as forças de segurança americanas” e que uma coletiva de imprensa será realizada ainda hoje, às 13h no horário de Brasília.
A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, afirmou que o Maduro, enfrentará “toda a fúria” da Justiça dos Estados Unidos. O líder chavista foi capturado após os EUA atacarem o país.
Bondi informou que Maduro foi indiciado e será julgado por uma Corte em Nova York por “narcoterrorismo”. Além disso, o líder venezuelano também é acusado de outros crimes, como tráfico de cocaína e posse de armas “contra os Estados Unidos”. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também foi indiciada.
