O presidente municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Tarauacá, Marcio André, fez duras críticas à forma como o Carnaval deste ano foi organizado pela gestão municipal. Segundo ele, a decisão de concentrar a programação na Praça Municipal, com controle de acesso e restrições à entrada de bebidas, descaracteriza a tradição popular da festa e transforma o evento em um espaço de confinamento.
De acordo com o dirigente, o modelo adotado cria um ambiente que “mais parece um presídio do que uma festa popular”, ao cercar o espaço com grades e impor regras rígidas ao público. Para Marcio André, o Carnaval de Tarauacá sempre foi marcado pela liberdade, pela ocupação das ruas e pela participação espontânea da população, características que, na visão dele, estariam sendo comprometidas.
“O Carnaval de verdade é na rua, com o povo circulando, ocupando a cidade, celebrando sem amarras. Confinar as pessoas em um cercado vai contra a essência da nossa cultura”, afirmou.
Outro ponto criticado pelo presidente do PDT é a proibição da entrada de bebidas no espaço do evento. Ele classificou a medida como elitista e prejudicial aos trabalhadores e pequenos vendedores locais, que tradicionalmente aproveitam o período carnavalesco para reforçar a renda. “Quem faz a festa é o povo, e o povo precisa ter seu direito respeitado”, destacou.
Marcio André também argumenta que a Prefeitura deveria atuar como facilitadora, garantindo segurança, organização e limpeza, mas sem assumir o controle total da dinâmica da festa. Para ele, o poder público não deve ser “dono da alegria”, mas sim parceiro da cultura popular.
O posicionamento do PDT municipal reacende o debate sobre o formato do Carnaval em Tarauacá, colocando em pauta a relação entre organização, segurança e preservação das tradições culturais. Enquanto a gestão aposta em um modelo mais controlado, parte da população e lideranças políticas defendem a manutenção do caráter livre e de rua que historicamente marcou a celebração na cidade.
