Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta quarta-feira (4/1), o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) voltou a cobrar a recomposição da tabela da Educação, reduzida de 10% para 7% em abril de 2022 pelo governador Gladson Camelí, com o apoio da base governista da época. O parlamentar mostrou as perdas acumuladas no período e citou como exemplo um professor classificado na letra “J”.
“Eu gostaria, no dia de hoje, de registrar com tristeza e revolta que neste mês de fevereiro completam-se 50 meses que o governador Gladson de Lima Camelí, com o apoio de sua base nesta Assembleia, cometeu a mais profunda covardia e a mais profunda injustiça com as professoras e professores do Estado do Acre. Um trabalhador da Educação na letra “J”, a maioria dos trabalhadores na ativa está na letra H, na letra I e na letra J. E todos, absolutamente todos os aposentados estão ali na letra J. Para se ter uma ideia, todos os meses, uma professora que está ali naquela letra J perde R$ 1.087,53. É um dinheiro a menos no seu salário por conta daquela decisão. Todos os meses, já um professor da letra H perde R$ 845,86”, mostrou.
Ele revelou ainda que a mesma professora classificada nesta letra, perdeu durante os 50 meses, o equivalente a R$ 58.450,50. “O que menos perdeu, vai perder R$ 45.461,50”, disse ao se referir aos professores classificados na letra H.
Edvaldo lembrou ainda que desde 2022, os trabalhadores aguardam o cumprimento da promessa feita por Gladson Camelí e Aberson Carvalho. “Naquele mesmo ano, abril de 2022, quando foi publicado essa injustiça, aprovado por esta Casa, e que tinha uma eleição, o governador foi para televisão junto com o atual secretário de Educação e anunciaram que ao final daquele ano, eles corrigiriam aquela injustiça. Em 2022, argumentamos e mostramos, tecnicamente, que os recursos do Fundeb garantiriam a manutenção daquela tabela e o governo mostrou outros números”.
Ao final, Edvaldo Magalhães pediu sensibilidade aos parlamentares sobre o assunto. Disse que a Assembleia tem o dever de fazer esse debate sobre a correção da tabela.
“Eu ficaria imaginando se isso não está nos incomodando profundamente. Uma coisa é não fazer porque os recursos não permitem. Uma coisa é você não tomar a providência porque está impedido de fazê-la. De abril de 2022 até aqui já houveram duas folgas fiscais. Portanto, houve oportunidade de resolver a alteração desse plano. Faltou compromisso! Talvez porque sejam professoras de idade avançada, boa parte quase se aposentando e outra parte importante já aposentada. Essa Casa tem a obrigação moral de não terminar essa legislatura fazendo com que essa injustiça prevaleça, permaneça e continue agredindo a história de dezenas de professoras e professores do Estado do Acre”, pontua.
