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Condenado por morte de agente socioeducativo em Tarauacá corta tornozeleira e vira foragido da Justiça

Agnaldo de Freitas Soares, que cumpría prisão por matar Vando Medeiros a golpes de terçado em 2016, rompeu equipamento de monitoramento e teve mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Acre.

A Justiça do Acre está à procura de Agnaldo de Freitas Soares, condenado a 21 anos de prisão pela morte do agente socioeducativo Vando Medeiros, crime que chocou a cidade de Tarauacá em 2016. O sentenciado, que se encontrava em liberdade condicional com uso de tornozeleira eletrônica, rompeu o equipamento de monitoramento e agora é considerado foragido.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC), por meio da Vara Criminal de Tarauacá, foi expedido um mandado de prisão para que Agnaldo seja imediatamente recolhido ao sistema prisional e passe a cumprir o restante da pena em regime fechado. O descumprimento das condições da liberdade condicional resultou na revogação do benefício.

O crime

Vando Medeiros foi assassinado no dia 23 de outubro de 2016, na zona rural de Tarauacá, enquanto acompanhava a esposa, recém-eleita vereadora, em uma agenda de agradecimento aos eleitores. Inicialmente, chegou-se a informar que a vítima teria sido morta a tiros, mas a investigação revelou a real dinâmica do crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), o casal foi abordado por um morador da localidade pedindo gasolina. No momento em que o agente socioeducativo desceu até o barco para atender ao pedido, foi surpreendido por Agnaldo de Freitas Soares, que desferiu dois golpes de terçado contra a cabeça da vítima.

Na época, a juíza de Direito Ana Paula Saboya, que presidiu o julgamento, destacou a covardia do crime, enfatizando que o réu agiu com grande intensidade de dolo ao atacar a vítima “num momento de aparente harmonia, num dia de comemoração da vitória como vereadora da esposa da vítima”.

Prisão e condenação

Agnaldo foi preso três dias após o crime, quando se preparava para fugir da região. Em agosto de 2017, ele foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio.

O caso teve um segundo acusado, Jesus da Silva Ferreira, que chegou a ser levado a júri popular em outubro de 2022 acusado de ter dado “apoio moral” para a execução do crime, mas acabou sendo absolvido.

Situação atual

Com o rompimento da tornozeleira eletrônica e a expedição do novo mandado de prisão, Agnaldo de Freitas Soares passa a ser procurado pelas forças de segurança do estado. A população pode contribuir com informações que levem ao paradeiro do foragido através do disque-denúncia da Polícia Civil ou do 190 da Polícia Militar.

O nome de Agnaldo deve ser incluído na lista de procurados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e ter o mandado registrado no Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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