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De 6 para 14 toneladas: produção de mel dispara no Acre e setor ganhará “fábrica de enxame”

Rio Branco vai sediar primeiro “viveiro de abelhas” ou “fábrica de enxames” do Acre. O projeto piloto, confirmado pela secretária da Seagri, Temyllis Silva, na tarde desta segunda-feira (16), durante entrevista, será implantado na Regional do Amapá, em Rio Branco, e servirá como base para outras quatro unidades previstas até outubro. A iniciativa integra um pacote de investimentos que une capacitação técnica à entrega de equipamentos, focando na transformação de pequenos produtores em empreendedores capazes de abastecer grandes mercados com o mel produzido na Amazônia.

O fortalecimento da infraestrutura já apresenta resultados práticos com a consolidação da Casa do Mel na Bonal, que detém o selo colonial e permite a comercialização direta em supermercados. Segundo a gestão estadual, o planejamento inclui a abertura de mais duas unidades de beneficiamento: uma no Bujari, focada no mel de floresta, e outra na região das Filipinas, entre Epitaciolândia e Brasiléia, que contará com selo federal para exportação de mel. Esse selo é o passaporte necessário para que o produto acreano alcance prateleiras internacionais, elevando o status da produção extrativista e sustentável da Amazônia a um novo patamar de competitividade global.

Os números do setor confirmam o otimismo da equipe técnica, que acaba de ser ampliada para acelerar o cronograma de entregas. Segundo Silva, “a produção de mel no Acre ultrapassa 14 toneladas em 2026, um crescimento expressivo considerando que o volume registrado em dezembro do ano passado era de apenas seis toneladas”. Esse salto produtivo é “atribuído à organização dos produtores e ao foco na qualidade do insumo, que tem se mostrado uma alternativa econômica viável e de baixo impacto ambiental para as comunidades rurais do estado, integrando preservação florestal e geração de renda”.

Com a instalação dos cinco viveiros previstos, o governo espera criar um ciclo autossustentável de povoamento de colmeias e distribuição de enxames. A secretária reforçou que a conscientização dos produtores é o pilar central para que o agronegócio sustentável no Acre continue prosperando.

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