As conversas em torno da formação de chapa para deputado estadual dentro da estrutura do governo seguem tensas e “bombeiros” estão tentando apagar os focos de incêndio de uma história que se arrasta há meses sem definição. Conforme novas informações atualizadas pelos próprios deputados, o Palácio Rio Branco trabalha para convencer 15 deputados estaduais com mandatos a disputarem a sua reeleição na chapa do União Progressistas. A ideia é que, com a grande massa de votos, esse bloco consiga eleger até 12.
Por outro lado, deputados consultados pelo ac24horas acham o número “absurdamente exagerado” e entendem que seria possível colocar pelo menos 10 parlamentares com a chance de eleger pelo menos 8.
“O melhor entendimento é que o governo pare de criar foco de incêndio em terreno que não chove há muito tempo. Cria a chapa principal, divide uns 3, 4 ou 5 no MDB, põe mais tantos no Podemos e vai dividindo entre mais partidos para que nesse montante nós possamos ter um melhor número. A tática do governo, na visão da maioria, é como se colocasse o boi no caminhão para ir para o matadouro. Ninguém quer essa ideia suicida”, defendeu um parlamentar que pediu reservas sobre o seu nome para evitar represálias.
Na roda de conversas da Aleac, a informação que circula é que os deputados Eduardo Ribeiro, Pablo Bregense, Gene Diniz, Whendy Lima e outros não se veem numa chapa onde parlamentares com 8 mil votos fiquem de fora da lista de eleitos. “Com exceção do Eduardo que já foi para o lado do Alan, todos os demais é possível conversar e encaixá-los em chapas parceiras do governo. Não tem sentido criar essa animosidade desnecessária”, pontua um outro parlamentar.

