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Vida de estudantes em perigo: Pais denunciam risco no transporte escolar de alunos do Colégio Militar Dom Pedro II em Cruzeiro do Sul

Pais de estudantes que frequentam o Colégio Militar Dom Pedro II, em Cruzeiro do Sul, estão preocupados com a situação do transporte escolar da rede estadual, especialmente no bairro São José. Segundo relatos, mudanças recentes no trajeto e nos pontos de parada têm colocado em risco a segurança de crianças e adolescentes.

De acordo com os responsáveis, a parada de ônibus que atendia os alunos no bairro foi demolida em função das obras de construção do prédio da Polícia Federal no local.

Sem o ponto, os estudantes foram orientados a se deslocar até outras paradas, situadas em frente ao Colégio João Kubitschek ou nas proximidades do complexo esportivo, no bairro Aeroporto Velho.
A mudança, no entanto, tem gerado dificuldades. O ônibus escolar passa por volta das 6h30, o que obriga muitos alunos a saírem de casa por volta das 6h. Nesse horário, ainda com pouca luminosidade, diversos estudantes fazem o trajeto a pé e, muitas vezes, sozinhos — situação que preocupa os pais quanto à segurança.
“É muito perigoso. Nossos filhos precisam caminhar no escuro para chegar até outra parada. A gente fica apreensivo todos os dias”, relatou um dos responsáveis.

Outro ponto questionado é que, no retorno das aulas, o ônibus chega a parar próximo ao antigo local da parada, porém no sentido oposto da via. Para os pais, seria viável que o veículo realizasse uma parada antes do semáforo, na saída do bairro São José, o que facilitaria o embarque e desembarque, além de reduzir os riscos enfrentados pelos estudantes.

Diante do cenário, as famílias cobram uma resposta das autoridades responsáveis pelo transporte escolar e pela organização do trânsito na área. Eles pedem que a situação seja avaliada com urgência e que medidas sejam adotadas para garantir mais segurança, acessibilidade e dignidade aos alunos da rede pública.

O caso acende um alerta importante: trata-se de jovens do ensino fundamental e médio, que dependem do transporte escolar diariamente. Para os pais, mais do que comodidade, o que está em jogo é a proteção da vida dos estudantes.

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