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Tarauacá: Família faz apelo urgente por transferência de paciente com câncer para tratamento em Rio Branco

A situação de saúde da senhora Maria José, conhecida carinhosamente como dona Mariquinha, moradora da comunidade do Corcovado, em Tarauacá, tem gerado um forte apelo da família às autoridades de saúde do Acre. Eles pedem, com urgência, a transferência da paciente para o centro de referência oncológico em Rio Branco, onde ela poderá receber o tratamento adequado.

Segundo familiares, dona Mariquinha enfrenta um quadro grave de câncer do colo do útero, que se agravou após meses de espera por atendimento especializado. Atualmente, ela está internada no Hospital Dr. Sansão Gomes, em Tarauacá, mas corre o risco de ser novamente transferida para o Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul — unidade que, de acordo com a família, não dispõe de especialista em oncologia para acompanhar o caso.

O drama da paciente se arrasta há pelo menos um ano. De acordo com o relato da família, dona Mariquinha foi diagnosticada inicialmente com uma lesão de alto grau no colo do útero após um exame de PCCU realizado em uma Unidade Básica de Saúde. Na época, foi dado entrada no processo de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), mas até hoje a consulta com um especialista no centro oncológico do Acre não foi agendada.

“Ela já foi internada no Hospital do Juruá, teve uma leve melhora e recebeu alta por falta de especialista. Agora está novamente na mesma situação, e querem mandar de volta para lá, sabendo que não vai resolver”, relata um familiar, angustiado.

Com a demora no atendimento, o quadro clínico evoluiu para câncer, agravando ainda mais a condição da paciente. A família denuncia a falta de resposta do sistema de saúde e teme pelo pior caso não haja intervenção imediata.

Diante da gravidade, os familiares fazem um apelo direto às autoridades competentes, em especial à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), para que autorizem com urgência a transferência de dona Mariquinha para Rio Branco.

“Estamos pedindo socorro. Ela precisa de um oncologista, precisa de tratamento adequado. Não podemos mais esperar”, desabafa a família.

O caso expõe, mais uma vez, a fragilidade no acesso a tratamentos especializados no interior do estado e a morosidade nos processos do TFD, que podem custar vidas.

A família segue mobilizada e espera que, com a repercussão do caso, as autoridades tomem providências imediatas para garantir o atendimento digno e necessário à paciente.

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