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Acre registra uma das maiores taxas de subnotificação de óbitos do país

O Acre aparece entre os estados brasileiros com maior índice de subnotificação de óbitos no país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no levantamento nacional sobre estimativas de sub-registro de nascimentos e mortes referentes a 2024.

De acordo com o estudo, o Acre ocupa a segunda colocação nacional entre os estados com maior taxa de subnotificação de óbitos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), com índice de 3,07%, ficando atrás apenas do Piauí, que registrou 7,14%, e à frente do Maranhão, com 3,04%.

O resultado coloca o Acre em destaque negativo em um cenário nacional que mostra avanços na regularização dos registros civis. Em todo o Brasil, a subnotificação de óbitos caiu para 1% em 2024, uma redução de 1,32 ponto percentual em comparação com 2015.

No caso da Região Norte, o desafio também aparece nos indicadores de mortalidade infantil. O IBGE estima que o sub-registro de óbitos de menores de um ano chegou a 26,55%, a maior taxa entre todas as regiões brasileiras. Segundo os técnicos do instituto, fatores como mortes ocorridas em áreas remotas, dificuldades logísticas e fragilidades no fluxo de investigação desses casos contribuem para o cenário.

Apesar do dado preocupante para o Acre, o Brasil apresentou melhora histórica no registro de nascimentos. Pela primeira vez desde o início da série, em 2015, o percentual estimado de sub-registro de nascidos vivos caiu para 0,95%, abaixo de 1%, aproximando o país da meta de cobertura universal defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre os estados com pior desempenho no registro de nascimentos estão Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%). Já os menores índices foram registrados no Paraná, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

O estudo também revela que os nascimentos de mães adolescentes seguem mais vulneráveis ao sub-registro em todo o país, especialmente na Região Norte. Entre mães com menos de 15 anos, o percentual nacional chegou a 6,10%, com destaque para Roraima, onde o índice alcançou 39,35%.

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