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A maioria dos brasileiros não lembra em quem votou para o Congresso

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A maioria dos brasileiros não lembra em quem votou para o Congresso

O Datafolha ouviu 1.898 eleitores com 20 anos ou mais em 139 cidades do país nos dias 17 e 18 de junho — ou seja, aqueles que já tinham idade mínima para votar nas eleições passadas — e descobriu que o grau de alienação política dos brasileiros é assustador. A maior parte deles diz não lembrar em quem votou há quatro anos: 67% no caso de deputado federal e 66% no das escolhas de senador e deputado estadual.

O instituto questionou os entrevistados se eles se lembravam do nome de algum parlamentar que faz parte do Congresso atualmente. Ao todo, 36% disseram não se lembrar de nenhum nome de deputado federal, e outros 32% afirmaram não saber. Apenas 6 dos 513 deputados federais foram citados. O mais lembrado foi Nikolas Ferreira (PL-MG), com 6% das respostas, seguido de Erika Hilton (PSOL-SP), com 4%.

A mesma pergunta sobre a lembrança de algum nome foi feita a respeito dos senadores: 40% responderam que não se recordavam de nenhum, e 35% disseram não saber. Dos 81 senadores, 15 foram lembrados. Em primeiro lugar, com 3%, aparece Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em plena pré-campanha para a Presidência. Com 2%, empatam o ex-jogador Romário (PL-RJ), que comenta atualmente a Copa, Cleitinho (Republicanos-MG) e Sérgio Moro (PL-PR).

A falta de lembrança sobre o voto legislativo, segundo o Datafolha, é maior entre as mulheres (75% no caso das escolhas ao Senado e 74% para deputados estadual e federal) e entre os eleitores que têm preferência pelo PT (70% no caso de votos para senador e 69% para deputados). O índice de esquecimento é menor entre os homens (59% para deputados estaduais e federais e 56% para senadores).

Por outro lado, apenas 7% dos entrevistados não lembram em quem votaram para presidente em 2022. Já em relação ao cargo de governador, mais de um terço da população brasileira diz não se recordar da escolha naquele mesmo ano: 38% dos eleitores dizem não se lembrar do voto para o Executivo estadual, 9% afirmam não ter votado em ninguém, e 54% declararam se lembrar da respectiva escolha. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As últimas eleições foram marcadas pela forte polarização entre Lula e Bolsonaro, com a vitória de Lula por um apertado resultado de 50,9% a 49,1%. Isso significou 2,1 milhões de votos a mais do que Bolsonaro, que mais tarde tentaria dar um golpe de Estado. Uma vez condenado, ele está preso e inelegível até 2060, quando completará 105 anos de idade. É razoável supor que ele não viverá até lá e, portanto, nunca mais será candidato a nada.

 

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