O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou a aliados que deverá postergar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso —, para depois do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho.
A base governista tenta convencer o chefe do Legislativo a levar a proposta ao menos para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado ainda em julho.
Há uma reunião prevista para esta quarta-feira (1°/7) na Residência Oficial do Senado com os autores da PEC, deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e deputada federal Erika Hilton (PSol-SP), além da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e centrais sindicais.
Mais tarde, ainda na quarta-feira, haverá uma sessão de audiência pública no Congresso Nacional. Alcolumbre quer fazer essa rodada de reuniões antes de avançar com o texto.
A ideia é de que a aprovação no plenário, onde precisa de 3/5 dos senadores em dois turnos de votação, ocorra antes das eleições marcadas para outubro. Este é um dos trunfos para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pauta está parada no Senado há mais de um mês — foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio e chegou à Casa Alta no dia seguinte. Trata-se do primeiro aceno de Alcolumbre à matéria.

