Uma licitação para o fornecimento de refeições no interior do Acre está dando o que falar e alimentando a rádio peão da região. Uma empresa sediada em Rio Branco foi a grande vencedora de um pregão eletrônico para abastecer uma prefeitura localizada a cerca de 500 quilômetros da capital.
O contrato prevê a entrega de mais de 6 mil marmitas, somando um valor total que ultrapassa os R$ 130 mil. Até aí, um processo comercial que poderia ser considerado comum, não fosse pela logística geográfica desafiadora — e por um detalhe de bastidores que está gerando forte polêmica.
Logística sob suspeita e “mãezona” no negócio
Cruzar as estradas acreanas por meio milhar de quilômetros para entregar comida quente todos os dias já seria o suficiente para levantar questionamentos sobre a viabilidade econômica e a qualidade do produto. No entanto, o verdadeiro tempero dessa história corre à boca miúda nos corredores do município contratante.
Segundo fontes locais e os boatos que correm à boca miúda na cidade, a empresa da capital levou a fama (e o contrato), mas quem deve colocar a mão na massa e efetivamente preparar e entregar as marmitas é ninguém menos que a mãe do gestor que comanda a prefeitura.
O MP está de olho !

