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Brasil monitora crise na Venezuela mas não vê alta em fluxo migratório

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Brasil monitora crise na Venezuela mas não vê alta em fluxo migratório

O governo do Brasil monitora a crise na Venezuela, após os fortes terremotos que atingiram o país, mas ainda não observou um aumento no fluxo migratório de venezuelanos no território brasileiro. A informação foi confirmada por autoridades ligadas ao acolhimento de imigrantes ouvidas pelo Metrópoles. 

Nos últimos dias, a Operação Acolhida não registrou aumentos na demanda por acolhimento na fronteira localizada em Roraima.

“A Operação Acolhida não registrou nenhum aumento da demanda por acolhimento significativo dos terremotos ocorridos na Venezuela nessa quarta-feira (24/6). Por isso, até o momento, não foi necessário adotar medidas extraordinárias em razão dos tremores”, disse o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) em nota.

Segundo o MDS, o fluxo migratório na fronteira em Roraima continua semelhante ao de dias anteriores aos tremores na Venezuela, onde entre 100 e 200 venezuelanos cruzaram para o lado brasileiro.

Especialistas da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), que também atuam na Operação Acolhida, dizem que ainda é cedo para analisar quaisquer mudanças na migração venezuelana para o Brasil. As regiões mais afetadas pelos tremores na Venezuela, por exemplo, ficam a mais de 1,4 mil km de distância da fronteira em Pacaraima.

Apesar do cenário de relativa calma, o MDS afirmou que a força-tarefa conta com estrutura suficiente para lidar com possíveis aumentos de imigrantes venezuelanos.

“A força-tarefa conta com estrutura suficiente para atender eventuais aumentos na demanda. Há vagas disponíveis nos abrigos e espaços de contingência já preparados para ampliar o acolhimento, se necessário”, disse o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.


Imigração venezuelana no Brasil


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Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela

Jesus Vargas/Getty Images

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Venezuelano recorda momento do terremoto: “Era algo que não terminava”

Foto: Edilzon Gamez/Getty Images

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Agência dos Estados Unidos estima ao menos 10 mil mortos após terremotos na Venezuela

Edilzon Gamez/Getty Images

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Sobreviventes em busca de informações na Venezuela

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Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela

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Prédios inteiros foram derrubados após terremotos na Venezuela

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Teto do aeroporto de Caracas desabou

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Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS)

Crise na Venezuela

Até a última atualização desta reportagem, o governo venezuelano confirmou a morte de 920 pessoas em decorrência dos tremores de terra no país. Além disso, mais de 3,3 mil ficaram feridas.

Na noite de quarta-feira (24/6) a costa norte da Venezuela foi atingida por dois fortes fortes terremotos seguidos, de magnitudes 7,2 e 7,5. As áreas mais afetadas pelos abalos sísmicos foram o estado de La Guaíra e pontos da capital Caracas.

Autoridades afirmam que os terremotos — os maiores na Venezuela desde 1900 — danificaram mais de 1,4 mil estruturas pelo país, incluindo 383 edifícios residenciais e 13 centros hospitalares.

O governo da Venezuela divulgou um balanço preliminar de 157 pessoas desaparecidas devidos aos terremotos. O número, no entanto, é muito abaixo do que estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de plataformas civis.

Diante da crise, organizações civis criaram um site criado para a divulgação de informações de pessoas desaparecidas após os terremotos. Ao todo, a plataforma recebeu 64.752 mil registros até a noite de sexta-feira. Deste número, mais de 53 mil seguem com paradeiros desconhecidos, enquanto 11.212 foram localizadas. 

Para ajudar nos resgates, diversos países destacaram equipes de especialistas para a Venezuela. Entre eles o Brasil, República Dominicana, Espanha, Chile, Equador, Panamá, El Salvador, Colômbia e Estados Unidos. Outras nações enviaram ajuda humanitária, como medicamentos e itens básicos, para as vítimas da tragédia. 

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