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Com a seca no DF, hospital silvestre se prepara para aumento de casos

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Com a seca no DF, hospital silvestre se prepara para aumento de casos

O Hospital da Fauna Silvestre (Hfaus) atendeu, no primeiro semestre deste ano, cerca de 1.200 animais. A licitação inicial, todavia, previa que o local atendesse cerca de 60 animais por mês, segundo Thiago Marques, coordenador do hospital. 

Em comparação com 2025, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, o número de atendimentos aumentou aproximadamente em 56%  — no total, o hospital recebeu 380 animais a mais do que no ano anterior.

Com a chegada da estiagem, a previsão é que número aumente ainda mais. Ainda em 2025, durante os períodos mais críticos da seca, o Hfaus chegou a receber 1.315 animais entre setembro e novembro.

Thiago Marques contou que o hospital está preparado para enfrentar esse período e, em consequência, o aumento dos casos. De acordo com o coordenador, a equipe médica foi ampliada para conseguir tratar os animais e devolvê-los para natureza o quanto antes.

“O animal precisa ser tratado e encaminhado. Então, assim que ele tem melhora do quadro clínico dele, ele é encaminhado para os órgãos responsáveis que recebem as nossas altas para que a gente possa liberar vaga no hospital”.

Thiago afirmou, ainda, que o local já chegou a ter 350 internações simultâneas, mas que foi possível comportar. O maior problema é quando chegam animais de grande porte juntos, como lobo-guará e tamanduás, o que demanda mais espaço.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), responsável pela administração do hospital, Gutemberg Gomes, confirmou que órgão está se preparando para esse período, justamente para evitar essa sobrecarga no Hfaus. Segundo ele, o Ibram realizou a contratação de 150 brigadistas para atuarem em ações preventivas e de combate a queimadas.

“Nós temos aqui a nossa brigada contratada e treinada para atuação na área preventiva e de combate também. Estamos fazendo os acessos mecânicos,  as queimas prescritas, ou seja, nós estamos trabalhando nessa prevenção aos incêndios florestais”, afirmou.

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Vítimas dos incêndios florestais de 2025 foram tratadas no Hfaus

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

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Hospital tratou os animais vítimas dos incêndios florestais de 2025

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

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Hfaus tratando as primeis vítimas dos incêndios florestais de 2025

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Números aumentaram no primeiro semestre de 2026

Com relação ao primeiro semestre deste ano,  o coordenador do hospital explicou que houve um aumento que pode ser explicado por uma série de fatores: o principal deles está na expansão de atendimentos do próprio hospital.

Em 2024, quando iniciou, o Hfaus recebia animais do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e do Ibama. A rede de atendimento, agora, é de 24 órgãos, incluindo Corpo de Bombeiros (CBMDF), Instituto Chico Mendes (Icmbio), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), entre outros. 

Outro ponto trazido pelo coordenador é que esse aumento também pode ser explicado pela sazonalidade de casos. Esse primeiro semestre do ano é marcado pela reprodução de diversas espécies do Cerrado, na prática, isso significa que aumenta a quantidade de filhotes silvestres no período.

Na maioria dos casos, esses animais caem do ninho ou se perdem e acabam entrando em residências, onde ficam vulneráveis a ataques de animais domésticos.  De acordo com Thiago, o ataque de cães e gatos é a maior causa que leva animais silvestres ao Hfaus.

“O maior número de atendimentos que a gente tem são acidentes com animais domésticos ou envolvendo residências. Então é colisão com vidraça, filhotes encontrados dentro de residência que cai do ninho ou ataque de cachorro e gato”.


Veja lista da quantidade de animais atendidos mês a mês, em 2026:

Fonte: Dados do Instituto Brasília Ambiental (Ibram)

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