Belo Horizonte — O pastor Romildo Batista de Lima, que morreu durante um terremoto na Venezuela, foi descrito pela sobrinha como uma pessoa alegre e dedicada à comunidade. “Era muito preocupado em levar a palavra de Deus e sempre foi muito caridoso”, disse Mayara Santos Mineiro, em entrevista à apresentadora Natália André, do Acorda Metrópoles.
“Ele era uma pessoa muito boa. Do tipo que podia estar passando pelo problema que fosse, mas enfrentava tudo com um sorriso no rosto. Fazia um trabalho de doação de alimentos para pessoas carentes. Vai fazer muita falta na nossa família”, lamentou Mayara.
Morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Romildo havia viajado ao país ao lado da esposa, a venezuelana Carlha Nacarid, para comemorar seus 69 anos e visitar os pais dela.
Romildo foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Carlha permanece internada com uma fratura na bacia.
Mayara lembra que a última conversa com o tio aconteceu pelo WhatsApp, no dia em que a filha dela nasceu.
“Eu mandei uma foto e falei: ‘Ô, tio, ela chegou’. Também disse que queria que ele viesse conhecê-la. Ele ficou muito feliz com a notícia e respondeu que estava chegando para vê-la”, contou.
Vaquinha
A família criou uma vaquinha para ajudar a custear o traslado do corpo para Minas Gerais. A campanha tem como meta arrecadar R$ 50 mil e, até a publicação desta matéria, havia recebido R$ 835,50.
Mayara contou que a família teve dificuldade em manter contato com o governo brasileiro para receber ajuda com o translado do corpo.
“A nossa maior preocupação era saber quando seria a despedida. Por isso, fomos atrás do governo para ver se a [Força Aérea Brasileia] FAB conseguia trazê-lo. Eles não nos ajudaram. O Itamaraty não respondeu a nenhum dos contatos. Tinha telefone que sequer atendia”, afirmou.
A sobrinha contou ainda que a família chegou a ser informada de que talvez não fosse possível trazer o corpo ao Brasil, o que aumentou a angústia dos parentes. “Chegou a um ponto em que, infelizmente, o corpo começa a entrar em decomposição e chegou a ser dito que talvez não tivesse como trazê-lo”, disse.
Apesar disso, segundo Mayara, o corpo foi trazido para o Brasil por via terrestre e chegou a Boa Vista (RR). A expectativa é de que até a próxima sexta-feira (3/7) ele chegue em Uberlândia (MG) para que a família faça a despedida.
A reportagem do Metrópoles entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e aguarda um posiconamento.

