Pouca gente no Acre deve estar tão satisfeita com a gestão da governadora Mailza Assis quanto o prefeito de Bujari, João Teles, conhecido como “Padeiro”. A satisfação tem nome, sobrenome e valores que, somados, ultrapassam R$ 26 mil em salários brutos mensais, distribuídos em quatro cargos comissionados ocupados pela esposa e por três filhos do gestor, com remunerações que variam entre R$ 3 mil e R$ 9 mil.

João Teles está em seu quinto mandato à frente da Prefeitura de Bujari, município vizinho à capital acreana. Talvez a proximidade geográfica com Rio Branco ajude a explicar como o prefeito conseguiu garantir tantos espaços para familiares na estrutura do governo estadual.
Enquanto o prefeito, filiado ao PDT, vê sua família contemplada com cargos na administração estadual, diversas lideranças do Progressistas têm deixado a legenda alegando falta de espaço no governo. Enquanto alguns concentram boa parte das nomeações, outros seguem aguardando promessas que, até agora, não saíram do papel.
Apesar de Bujari estar entre os municípios com menor número de eleitores do Acre, o prefeito possui mais familiares ocupando cargos no governo do que muitos gestores de cidades com redutos eleitorais significativamente maiores.
A concentração de cargos na família do prefeito tem servido de argumento para adversários políticos ampliarem críticas à gestão. Para a oposição, quando os benefícios ficam concentrados em um único grupo, cresce o questionamento entre aliados e a população: e os demais?