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Líder brasileiro de rede neonazista é preso na Itália por assassinatos

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Líder brasileiro de rede neonazista é preso na Itália por assassinatos

O neonazista brasileiro João Guilherme Correa, condenado no Brasil pelo assassinato do casal Bernardo Pedroso e Renata Ferreira em 2009, foi preso na Itália neste sábado (27/6), segundo o jornal italiano La Stampa.

João Guilherme Correa é apontado como um dos líderes no Brasil da rede neonazista internacional Hammerskin Nation, de acordo com denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR).

Em 2022, ele já havia sido preso, durante uma reunião de nazistas em Santa Catarina. Correa ficou em prisão domiciliar até março de 2025, quando foi condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato do casal, mas fugiu do Brasil antes de ser detido.

Em outubro do ano passado, a Interpol emitiu um alerta vermelho, classificando o brasileiro como “perigoso, violento e com risco de fuga”.

Após mais de um ano foragido, foi preso pela polícia italiana, na região rural de Pavia.

Segundo fontes consultadas pelo jornal italiano, o neonazista foi transferido à sede da Polícia de Milão para ser interrogado, e o processo de extradição ao Brasil deve ser iniciado em breve.

Crime e acusações

O assassinato do casal Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, que tinham à época 24 e 21 anos, foi motivado por uma disputa pela liderança de uma organização que idolatrava a figura do líder nazista Adolf Hitler.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apontou que o assassinato ocorreu em uma festa que comemorava 120 anos do nascimento de Hitler, ocorrida em Campina Grande do Sul (PR).

Além de João, também foi condenado à época Jairo Maciel Fisher, a 32 anos de prisão. Os dois foram apontados como mandantes da emboscada que matou os jovens.

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