O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse, nesta segunda-feira (1º), que a parceria estratégica entre Brasil e China torna-se mais relevante que nunca “em meio às atuais turbulências internacionais”. O chanceler brasileiro está em Pequim para o 5º Diálogo Estratégico Global.

Em reunião com o vice-presidente chinês Han Zheng e com o ministro do Comércio, Wang Wentao, o ministro brasileiro pediu maior acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês e a garantia de suprimento estável de fertilizantes chineses para o Brasil. Mauro Vieira também se reuniu com o chanceler chinês Wang Yi.
Notícias relacionadas:
- México acusa setores dos EUA de ingerência em assuntos internos.
- Colômbia: Petro não reconhece resultado eleitoral preliminar.
- Malásia proíbe menores de 16 anos de se inscreverem em redes sociais.
Segundo o Itamaraty, a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e absorve 27% das exportações brasileiras. “Em 2025, o comércio bilateral atingiu US$ 170,9 bilhões, que significou o 10º ano consecutivo de recorde”, apontou o governo em postagem nas redes sociais. A visita ocorre também no contexto das celebrações do Ano Cultural Brasil-China.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Investimentos da China
Vieira destacou que o Brasil está aberto a novos investimentos chineses em modernização industrial, transição energética e alta tecnologia. Em 2025, o Brasil celebrou a posição de maior destino mundial de investimentos produtivos diretos da China.
O ministro brasileiro e o vice-presidente chinês concordaram que houve múltiplos progressos na relação bilateral entre os países. Inclusive, os países deixaram de cobrar vistos para viagens de curta duração. Isso é considerado pela diplomacia um instrumento de aproximação dos dois povos e de promoção dos fluxos turísticos.


