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No Acre, Operadores das usinas da BBF voltam a denunciar atrasos no pagamento mensal  e do FGTS; servidores também cobram responsabilidade da Energisa como detentora do contrato de distribuição 

Os funcionários das usinas de energia elétrica dos municípios de Jordão, Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa e PortoWalter, no interior do Acre, pertencente ao Grupo BBF (Brasil BioFuels), voltam a denunciar  atraso no pagamento salarial pela empresa que já foi vendida, mas o novo dono também sequer se manifesta. Depois da reportagem do Portal Estado do Acre Notícias, a empresa pagou as férias e um mês dos proventos, mas falta quitar dois meses e depositar o FGTS dos funcionários.  

Jordão: operadores da usina da BBF estão há três meses sem receber salários, denunciam trabalhadores

Segundo informações, no dia 05 de julho, serão três meses de atraso. 

 Ainda segundo os trabalhadores, as pendências relacionadas ao FGTS  vem desde o ano passado.

Outra cobrança é sobre a responsabilidade da Energisa Acre , como dona do contrato de distribuição de energia, uma vez que sem o funcionamento das usinas, todo o restante do serviço fica comprometido. E caso isso não seja resolvido, é o que deve ocorrer futuramente. 

A BBF atua nos estados do Acre, Amazonas e Pará. De acordo com informações repassadas pelos funcionários, a situação financeira da empresa estaria relacionada a um processo de recuperação judicial.

Os trabalhadores afirmam que os atrasos não estariam restritos apenas às unidades do Acre, mas também afetam profissionais de outros municípios e estados onde o grupo mantém operações.

No município de Jordão, por exemplo, os oito servidores atuam como operadores das termelétricas estão sem receber há quase três meses. Familiares relatam que muitos deles enfrentam dificuldades para sustentar suas famílias e, para garantir o alimento dentro de casa, precisam recorrer à pesca e a outras atividades nos dias de folga.

Alguns trabalhadores também dependem do salário para pagar aluguel e cumprir outros compromissos financeiros, mas alegam que os sucessivos atrasos têm causado sérios prejuízos e dificuldades no orçamento familiar.

Até o momento, a empresa não se manifestou sobre as denúncias.

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