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Nova espécie de tubarão que “anda” é descoberta em Papua-Nova Guiné

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Nova espécie de tubarão que “anda” é descoberta em Papua-Nova Guiné

A maioria dos tubarões é conhecida por nadar. Porém, uma espécie recém-descoberta tem uma habilidade bem diferente: ela consegue “andar”. Com o nome de kadedekedewa, que pode ser traduzido livremente como “tubarão preguiçoso”, o animal foi identificado nas águas do leste de Papua-Nova Guiné.

A descoberta foi publicada no Journal of the Ocean Science Foundation, em junho deste ano. Trata-se da décima espécie conhecida de tubarão-andante.

Pesquisadores identificaram a espécie, batizada de Hemiscyllium dudgeonae ou tubarão-andante de Dudgeon, durante expedições realizadas no leste de Papua-Nova Guiné entre 2023 e 2025. Até então, o animal não havia sido registrado pela ciência.

Tubarão-andante de Dudgeon (Hemiscyllium dudgeonae)

Características

Diferentemente dos tubarões maiores, que dependem de uma natação potente, o tubarão-andante de Dudgeon utiliza as nadadeiras peitorais e pélvicas quase como pernas para se locomover pelo fundo do mar.

Essa habilidade permite que a espécie se mova lentamente pelos recifes de coral, se esprema em espaços apertados e busque alimento entre rochas e fendas.

Ainda mais impressionante, esses tubarões conseguem sobreviver fora d’água por curtos períodos, uma adaptação rara entre espécies marinhas.

Mais detalhes da descoberta

A descoberta começou quando a pesquisadora Jess Blakeway percebeu que um tubarão entregue por seu supervisor apresentava um padrão de cores diferente de qualquer outro já documentado. Intrigada, a equipe realizou análises genéticas que confirmaram se tratar de uma espécie totalmente nova.

O tubarão-andante de Dudgeon recebeu o nome da ecologista australiana Christine Dudgeon, que dedicou mais de duas décadas ao estudo dos tubarões-caminhantes e avistou o animal pela primeira vez em março de 2025, na Baía de Milne, no sudeste de Papua-Nova Guiné.

“Novas espécies de tubarão não surgem com frequência, e esta é definitivamente a primeira a receber o meu nome”, afirmou em comunicado.

Para confirmar a descoberta, os cientistas realizaram cerca de 70 expedições em 35 locais diferentes de recifes, utilizando equipamentos de mergulho, snorkel e até caminhadas em áreas rasas para localizar os animais.

Desafios

Apesar da descoberta, a espécie já preocupa os pesquisadores. Eles acreditam que o tubarão possui uma das menores áreas de distribuição conhecidas entre os tubarões-caminhantes, o que o torna altamente vulnerável à perda de habitat e às mudanças ambientais.

Por isso, a espécie deve ser classificada como ameaçada de extinção assim que for formalmente avaliada e reconhecida.

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