A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape), responsável pelo Complexo da Papuda, rebateu acusações da defesa do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e negou tê-lo pressionado a fazer uma delação premiada.
No mesmo documento, contudo, a Seape admite ter realizado, em 17 de junho, uma “diligência de natureza meramente informacional e preventiva” junto ao Careca do INSS. Na ocasião, ele não estava acompanhado de advogados.
O ofício foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto. O magistrado determinou na segunda-feira (22/6) que a Seape prestasse esclarecimentos sobre a denúncia de que Antonio Carlos teria sido abordado por policiais penais e pressionado a firmar um acordo de delação premiada.
A “diligência” foi realizada pelos policiais penais, segundo o ofício da Seape, para identificar as circunstâncias relacionadas a “eventual ingresso clandestino” de um protetor labial de cannabis que foi achado em posse do Careca do INSS.
A ação causou estranhamento à defesa de Antonio Carlos sobretudo porque ele já cumpriu oito dias de solitária, passou a responder um procedimento oficial e tem audiência marcada para falar sobre o ingresso do protetor labial de cannabis.
“Além da estranheza de haver questionamento prévio não agendado e sem a presença da sua defesa, na mesma oportunidade os Policiais Penais questionaram – e insistiram com o peticionário – sobre o seu interesse em realizar delação premiada sobre esta investigação”, escreveu a defesa do Careca do INSS, em manifestação ao ministro André Mendonça.

