Empresa afirma que a investigada atuava como consultora da Cacau Show, e não gerente como afirmado na Coluna da Mira, do Metropoles.com.
O sonho do próprio negócio se transformou em crise financeira para franqueados da Cacau Show de Samambaia. Após investir todas as economias na abertura de uma loja franqueada da marca de chocolates, empresários afirmam ter caído em esquema de desvios atribuído a uma ex-gerente da rede, Lilmara Neto Oliveira. Ela era responsável pelo gerenciamento administrativo e financeiro, atuando no fluxo de caixa e nos pagamentos. Atualmente, as vítimas estão sem faturamento, com o nome protestado em cartório, endividados com aluguel, funcionários e banco, e sem perspectiva clara de quando terão solução.
Em nota, a Cacau Show informou que identificou as irregularidades, desligou a colaboradora por justa causa, acionou as autoridades e encaminhou à Polícia Civil as informações reunidas durante a investigação interna. (Veja nota na íntegra ao final da matéria).
Como o valor teria sido desviado, as vítimas afirmam que continuaram recebendo cobranças e que a loja teve o fornecimento de produtos interrompido. Além disso, deixou de receber mercadorias para campanhas sazonais e acabou encerrando as atividades.
“Sem produtos não tem como funcionar. Por três meses seguidos, nosso faturamento foi zero. Em dezembro de 2025, recebemos o comunicado encerrando nossa operação”, lamentou o casal.
Os franqueados contam que investiram tudo o que tinham no negócio. “Hoje estamos sem renda, com dívidas e sem perspectiva clara de quando teremos uma solução”, relataram.
A defesa do casal afirma que a própria empresa reconheceu, por escrito, que os franqueados foram vítimas de um golpe praticado por uma ex-consultora e orientou o registro de boletim de ocorrência. Conforme relato da família, até o momento a situação não foi resolvida.
Enquanto aguardam solução definitiva, os empresários resumem o sentimento deixado pelo caso: “Não queremos destruir ninguém. Queremos apenas justiça”.
Investigação
O esquema de estelionato e fraude corporativa resultou em prejuízo superior a R$ 240 mil para empresários locais. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia, apura o caso. No centro das investigações está uma ex-funcionária que exercia o cargo de gerente de negócios da rede Cacau Show na região e que, segundo a apuração, utilizou a posição para desviar recursos e fraudar operações de franqueados do Distrito Federal e do Entorno.
Posicionamento da empresa:
Assim que identificado o caso, a companhia realizou uma apuração interna e desligou por justa causa a colaboradora envolvida, além de proativamente acionar as autoridades competentes com encaminhamento de evidências dos achados na auditoria.
A empresa também realizou a devolução integral dos valores desviados aos franqueados identificados como afetados e os orientou a registrarem um boletim de ocorrência. Ainda sobre este tema, a companhia reforçou junto à rede os procedimentos e canais oficiais para prevenir situações semelhantes.
O caso segue sob investigação policial, e a empresa permanece à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.

