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Sede da Universidade Federal Indígena tem inauguração adiada

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Sede da Universidade Federal Indígena tem inauguração adiada

Prevista para ser inaugurada em junho, a sede da Universidade Federal Indígena (Unind) teve a abertura adiada até a elaboração de um cronograma. O espaço localizado no antigo prédio da Universidade dos Correios, no Setor de Clubes Esportivo Norte, em Brasília, deveria ser entregue na segunda quinzena de junho, mas o Ministério da Educação (MEC) informou ao Metrópoles que o cronograma foi alterado e que ainda não há uma nova previsão para a cerimônia.

A Universidade Federal Indígena (Unind) foi criada pela Lei nº 15.418, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 28 de maio. Na ocasião, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou que a inauguração da sede ocorreria entre os dias 15 e 19 de junho, o que não aconteceu.

Segundo o MEC, a Comissão de Implantação da Unind já foi constituída e realiza reuniões periódicas. Caberá ao colegiado elaborar um cronograma detalhado de implantação da universidade, que posteriormente será encaminhado ao ministro da Educação.

Conforme estabelece a lei que criou a instituição, a comissão terá prazo de um ano, contado da sanção da norma, para conduzir os trabalhos de implantação da Unind. Esse período poderá ser prorrogado por mais um ano, caso seja necessário.

Apesar do adiamento da inauguração da sede, o planejamento do MEC permanece o mesmo em relação ao início das atividades acadêmicas, previsto para 2027.

Primeira universidade federal indígena

A Universidade Federal Indígena será a primeira instituição federal de ensino superior do país voltada exclusivamente aos povos indígenas. Embora tenha sede em Brasília, a legislação autoriza a criação de unidades em outras regiões do Brasil para atender às especificidades da presença dos povos indígenas em seus territórios.

A proposta é oferecer cursos de graduação e pós-graduação com um modelo educacional intercultural, voltado ao fortalecimento das identidades, das línguas indígenas e dos saberes tradicionais.

A universidade deverá iniciar as atividades com 10 cursos de graduação e atender aproximadamente 2,8 mil estudantes nos quatro primeiros anos de funcionamento.

Veja as áreas dos cursos que serão oferecidos pela Unind:

Seleção de estudantes e servidores

A legislação também autoriza a Unind a realizar processos seletivos próprios para ingresso de estudantes, desde que sejam ouvidas as comunidades indígenas e respeitadas as diversidades linguística e cultural dos povos atendidos.

O quadro de professores e técnicos administrativos será definido em uma futura lei. De acordo com o ministro Leonardo Barchini, a universidade deverá contar com 366 docentes e 383 técnicos administrativos, todos contratados por concurso público.

A futura legislação também deverá prever reserva mínima de vagas para indígenas nos concursos destinados ao corpo docente e aos técnicos administrativos, ampliando a participação desses profissionais na estrutura da instituição.

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