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Uniformes históricos da Seleção viram tendência na Copa 2026

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Uniformes históricos da Seleção viram tendência na Copa 2026

Marília Nery, esposa do jogador de futebol Everton Ribeiro (que não foi convocado para a Copa do Mundo 2026), compartilhou sua produção de torcedora usando uma jaqueta da Seleção Brasileira de 1994, ano do tetra. A peça foi curada por Salomão Furer Junior, que possui um dos maiores acervos de itens vintage da Seleção.

A escolha da influenciadora e publicitária demonstra a alta de uma tendência para essa Copa: a valorização de peças vintage da Seleção Brasileira.

Vem saber mais!

Camisas de anos anteriores viraram itens de colecionador

Vintage virou tendência

A escolha de Marília Nery não é um gesto isolado. Ela responde a um movimento muito mais amplo que transformou as peças históricas da Seleção Brasileira em objetos de desejo, tanto para colecionadores quanto para o universo da moda.

Com estética dos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000, as peças retrô unem moda, identidade e memória afetiva e viraram objeto de desejo nas vitrines e nos feeds das redes sociais: modelagens amplas, logos clássicos, cores desbotadas, coleções inspiradas em seleções históricas e relançamentos de uniformes que remetem a torneios passados.

Salomão é dono de uma coleção histórica

O fenômeno tem nome. Chama-se blokecore, e representa o resgate do visual clássico dos torcedores dos anos 90, misturando o despojado com o chic. Tendências como o #blokecore e o #brazilcore acumulam muitas visualizações nas redes sociais.

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#brazilcore é a hashtag usada para mostrar as produções

@oinayana
/Instagram/Reprodução

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Camisas dos jogadores Ronaldo Fenômeno e Ronaldo Gaúcho estão entre as favoritas

@wiu7.archives/Instagram/Reprodução

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A mistura de estampas garante modernidade

@sarinagomess/Instagram/Reprodução

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Combinações com peças inesperadas, como a jardineira jeans, adicionam mais personalidade

@giobessac/Instagram/Reprodução

As grandes marcas esportivas perceberam isso e responderam à demanda. A Adidas relançou designs clássicos de seleções na coleção Bringback Remixe, enquanto a Nike trouxe de volta a Total 90, reedição que referencia Ronaldinho.

A Nike incorporou ao uniforme oficial referências visuais das edições de 1994 e 2002, com padrões geométricos daquelas camisas que evocam, nos detalhes laterais, a memória das campanhas mais vitoriosas do Brasil.

Camisa Brasil Nike Reedição Total 90 Ronaldinho

Camisas vintage, versões inspiradas em Copas antigas e peças associadas a jogadores históricos movimentam um mercado que mistura memória afetiva, colecionismo e moda. Mais do que um uniforme, elas funcionam como um código visual que conecta esporte e identidade e, talvez, como expressão de um saudosismo coletivo por uma era em que o Brasil levantava taças.

Camisa vintage da Seleção

Salomão Furer Junior: colecionador de camisas históricas

A paixão de Salomão pelo futebol vem da infância, e foi ela que aguçou seu olhar de colecionador. Ainda criança, percebeu que as camisas usadas pelos jogadores em campo não apareciam nas prateleiras das lojas.

A partir daí, foi atrás delas e, hoje, seu acervo reúne mais de 700 peças da Seleção Brasileira usadas em partidas oficiais.

Salomão Furer coleciona desde a infância

Algumas dessas raridades saíram do apartamento de Salomão para ganhar as vitrines do Museu do Futebol. Em São Paulo: a camisa 9 de Ronaldo Fenômeno, da Copa de 98; a 6 de Branco, da campanha do Tetra em 1994; a 1 de Valdir Pérez, de 82; e a 18 de Sócrates, de 1986.

O que une boa parte dessas peças não é o estado de conservação impecável, mas manchas, pequenos furos e tecidos desgastados pelo tempo. Para Salomão, são essas marcas que atestam a autenticidade de uma camisa que foi a campo de verdade.

Algumas edições são expostas no Museu do Futebol
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