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Voepass: inquérito que apura culpados deve ficar pronto em 1 mês

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Voepass: inquérito que apura culpados deve ficar pronto em 1 mês

A Polícia Federal (PF) de Campinas, no interior de São Paulo, se reuniu nesta terça-feira (30/6) com familiares das vítimas da tragédia envolvendo o voo 2283 da Voepass. Na reunião, os investigadores apresentaram o laudo pericial que investiga as causas do acidente. O documento, que irá basear o inquérito policial, contém mais de 200 páginas.

De acordo com Luciano Katarinhuk, advogado da associação de familiares, o inquérito deverá ser concluído em até 30 dias. Assistente de acusação, ele afirma que o relatório traz elementos que podem resultar em indiciamentos.

“Esse voo 2283 da Voepass não devia estar voando. Por que ele estava voando? Independentemente da participação, do erro, do equívoco também dos pilotos, caso seja apurado, mas existe ali a responsabilidade de quem colocou esse avião para voar, e isso está muito claro nas provas produzidas”, disse Katarinhuk.

Ele também afirma que pessoas antes ouvidas na condição de declarantes agora passarão a ser ouvidas como investigadas. Procurada, a PF não respondeu aos questionamentos do Metrópoles. O espaço segue aberto para manifestações.

Também participou da reunião a presidente da associação Fátima Albuquerque, mãe da médica Arianne Albuquerque.

“A nossa luta é para cessar esse tipo de comportamento no país, porque não foi um acidente, foi uma tragédia anunciada, foi uma construção de negligência”, declarou Fátima.


Tragédia da Voepass


Minidocumentário do Metrópoles reconta o caso

No ano passado, o Metrópoles mergulhou nas informações sobre o caso, entrevistou familiares, e apurou o que aconteceu desde o acidente até então. O resultado deste trabalho você pode acompanhar no minidocumentário “A história do voo 2283”, que relembra os principais pontos deste caso.

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