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750 meninas indianas produziram experimentos dentro de suas escolas, enfrentaram a perda do primeiro satélite e meses depois viram a nova versão alcançar 450 quilômetros de altitude

750 meninas indianas produziram experimentos dentro de suas escolas, enfrentaram a perda do primeiro satélite e meses depois viram a nova versão alcançar 450 quilômetros de altitude

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750 meninas indianas produziram experimentos dentro de suas escolas, enfrentaram a perda do primeiro satélite e meses depois viram a nova versão alcançar 450 quilômetros de altitude

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 28/07/2026 às 18:51

Ciência e Tecnologia

O satélite AzaadiSAT 2 levou a 450 quilômetros os experimentos de 750 meninas de 75 escolas indianas

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O satélite AzaadiSAT 2 levou a 450 quilômetros os experimentos de 750 meninas de 75 escolas indianas, após a perda da primeira missão em 2022, e transformou uma atividade de educação espacial em uma operação real com sensores, comunicação por rádio, câmera e integração profissional

As 750 meninas indianas prepararam experimentos dentro de suas escolas para o projeto AzaadiSAT. A primeira tentativa terminou sem a órbita planejada, mas uma nova missão colocou o satélite AzaadiSAT 2 a 450 quilômetros de altitude.

As informações foram divulgadas pela ISRO, agência espacial do governo da Índia. O projeto reuniu estudantes de 75 escolas indianas, incluindo participantes de regiões rurais, com orientação da Space Kidz India.

Não era uma maquete nem uma experiência limitada à sala de aula. Os componentes seriam instalados em um satélite verdadeiro, submetido às vibrações do lançamento e preparado para enviar informações do espaço.

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A primeira tentativa chegou ao espaço, mas não permaneceu na órbita correta

Em 7 de agosto de 2022, o voo inaugural do foguete SSLV partiu do Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota. O veículo transportava o primeiro AzaadiSAT e o satélite EOS 02.

O lançamento ocorreu, mas a velocidade final não foi suficiente para manter os equipamentos na órbita planejada. Eles entraram em uma trajetória instável e retornaram à atmosfera pouco depois.

750 meninas indianas prepararam experimentos dentro de suas escolas para o projeto AzaadiSAT / Reprodução IA

Para permanecer ao redor da Terra, um satélite não precisa apenas ganhar altitude. Ele também deve alcançar a velocidade e a direção corretas. Caso contrário, a gravidade provoca sua reentrada na atmosfera.

Foi assim que a primeira unidade do AzaadiSAT acabou perdida. A falha aconteceu durante a colocação orbital, sem impedir que os dados do voo fossem analisados para uma nova tentativa.

A análise da falha abriu caminho para uma nova missão

A ISRO, organização responsável pelo programa espacial da Índia, detalhou que o voo seguinte incorporou recomendações elaboradas após a análise da missão anterior.

As mudanças envolveram o sistema que separa as partes do foguete, o programa responsável pela navegação e a proteção dos equipamentos contra vibrações. Esses ajustes deveriam evitar a repetição do problema ocorrido em 2022.

Enquanto o foguete recebia correções, os experimentos educacionais foram novamente preparados para o AzaadiSAT 2. A Space Kidz India reuniu os componentes e realizou a integração final do satélite.

Em 10 de fevereiro de 2023, o novo voo colocou o AzaadiSAT 2, o EOS 07 e o Janus 1 nas órbitas planejadas. A operação levou cerca de 15 minutos.

Nova versão alcançou uma órbita circular de 450 quilômetros

O AzaadiSAT 2 foi liberado em uma órbita circular de 450 quilômetros de altitude. Isso significa que o satélite passou a viajar ao redor da Terra mantendo uma distância mais regular da superfície.

Reprodução/ IA

A altitude fica próxima da região em que opera a Estação Espacial Internacional, normalmente situada perto de 400 quilômetros. A comparação ajuda a visualizar o tamanho do feito realizado pelo projeto escolar.

Isso não significa que o AzaadiSAT 2 e a estação espacial percorriam o mesmo caminho. Uma órbita também depende da velocidade, da direção e do ângulo seguido pelo objeto ao redor da Terra.

O resultado confirmou que a nova missão havia corrigido o problema central do primeiro lançamento. Desta vez, o satélite estudantil chegou à trajetória planejada.

Quem eram as 750 meninas envolvidas no projeto

O grupo reunia cerca de 750 estudantes de 75 escolas indianas. Cada instituição participou da preparação de pequenos experimentos destinados ao satélite.

Muitas alunas viviam em regiões rurais e tiveram contato com atividades espaciais por meio do projeto. Elas trabalharam com componentes, sensores e pequenos sistemas que fariam parte de uma missão real.

As estudantes não construíram sozinhas todos os sistemas do satélite. A participação delas ficou concentrada nos experimentos educacionais, enquanto especialistas cuidaram da estrutura principal, dos testes gerais e da integração.

Essa divisão não diminui o trabalho escolar. Pelo contrário, mostra como diferentes equipes precisam colaborar para que uma missão espacial verdadeira consiga sair do papel.

Sensores, rádio e câmera deram funções reais ao satélite

O AzaadiSAT carregava 75 pequenos experimentos, além de equipamentos destinados à comunicação e à coleta de informações. No setor espacial, esses dispositivos são chamados de cargas úteis.

Entre os componentes estavam um contador preparado para medir radiação, equipamentos para comunicação por rádio, um transmissor de maior alcance e uma câmera de autorretrato.

O sistema de comunicação permitiria o envio de voz e dados por frequências utilizadas por operadores de rádio amador. Uma estrutura instalada em solo receberia as informações transmitidas pelo satélite.

Imagem: AzaadiSAT 2

Cada equipamento precisava suportar o lançamento, funcionar com energia limitada e operar longe da superfície. Por isso, os experimentos produzidos nas escolas fizeram parte de uma operação espacial com exigências técnicas reais.

Space Kidz India transformou os experimentos em um único satélite

A Space Kidz India orientou as escolas e acompanhou a preparação dos componentes. Sua equipe também realizou a integração final das cargas úteis dentro do AzaadiSAT 2.

Integrar um satélite significa conectar seus sistemas, verificar se os equipamentos conseguem trabalhar juntos e preparar toda a estrutura para enfrentar o lançamento.

A agência espacial indiana forneceu o foguete SSLV e conduziu a operação orbital. As estudantes participaram dos experimentos, a Space Kidz India reuniu os componentes e a agência executou o lançamento.

Essa separação de responsabilidades mostra que o projeto envolveu educação, engenharia e operação espacial. Cada grupo realizou uma parte necessária para que o satélite chegasse aos 450 quilômetros de altitude.

Educação espacial aproximou meninas de áreas técnicas

O projeto foi criado durante as comemorações dos 75 anos da independência da Índia. Uma de suas finalidades era aproximar meninas de atividades ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Em vez de estudar satélites apenas por livros, as participantes trabalharam com componentes destinados a uma missão verdadeira. Elas puderam conhecer desafios relacionados a sensores, energia, comunicação e resistência dos materiais.

A experiência também apresentou possibilidades profissionais em setores espaciais que ainda possuem forte presença masculina. O projeto não garante que todas seguirão carreiras técnicas, mas permite que conheçam caminhos antes distantes de sua realidade.

A perda do primeiro satélite terminou em uma nova chance no espaço

A falha de agosto de 2022 não encerrou o trabalho das estudantes. Meses depois, o AzaadiSAT 2 alcançou a órbita circular planejada de 450 quilômetros, levando novamente os experimentos preparados pelas escolas.

Se uma missão escolar conseguiu transformar uma perda em aprendizado e chegar ao espaço, o que falta para projetos semelhantes entrarem nas escolas brasileiras?

Fonte

ISRO


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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