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Acostumado a fabricar móveis e escadas, carpinteiro português curva e cola 10 tipos de madeira, preserva motor de 5 cv e põe nas ruas a Vespa Daniela com velocidade declarada próxima de 75 km/h

Acostumado a fabricar móveis e escadas, carpinteiro português curva e cola 10 tipos de madeira, preserva motor de 5 cv e põe nas ruas a Vespa Daniela com velocidade declarada próxima de 75 km/h

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Acostumado a fabricar móveis e escadas, carpinteiro português curva e cola 10 tipos de madeira, preserva motor de 5 cv e põe nas ruas a Vespa Daniela com velocidade declarada próxima de 75 km/h

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 29/07/2026 às 14:24

Atualizado em 29/07/2026 às 14:25

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A Vespa de madeira Daniela nasceu da experiência de Carlos Alberto, carpinteiro português acostumado a fabricar móveis e escadas.

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A Vespa de madeira Daniela reúne 10 tipos de madeira, estrutura tubular de aço e motor de 5 cv em uma scooter funcional criada em Portugal. O acabamento artesanal enfrenta água, calor e vibração, enquanto a velocidade próxima de 75 km/h permanece como declaração sem teste independente.

A Vespa de madeira Daniela nasceu da experiência de Carlos Alberto, carpinteiro português acostumado a fabricar móveis e escadas. Ele curvou e colou 10 tipos de madeira para formar a carroceria de uma scooter que preservou o motor e componentes mecânicos funcionais.

Por baixo do acabamento artesanal existe uma estrutura tubular de aço. Ela serve como base resistente para o motor e as partes mecânicas, enquanto a madeira forma o corpo laminado e os detalhes visíveis da scooter.

Em 6 de fevereiro de 2015, a informação foi publicada por FineWoodworking, publicação especializada em técnicas e projetos de marcenaria. A velocidade foi registrada como próxima de 75 km/h, mas não há teste independente divulgado para confirmar o valor.

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Lâminas curvadas transformaram madeira em carroceria de Vespa

Antes de ganhar rodas e motor, a Daniela começou com tiras compridas de madeira sendo curvadas e coladas. Esse processo recebe o nome de laminação e permite formar superfícies arredondadas sem tentar dobrar uma peça grossa, que poderia rachar.

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Durante a laminação, várias camadas finas permanecem unidas até a cola secar. Depois disso, elas passam a trabalhar como uma peça mais firme. O corpo laminado consegue reproduzir as curvas conhecidas da Vespa e distribuir melhor os esforços.

A madeira possui fibras que funcionam como pequenos fios naturais. A peça suporta melhor a força quando esses fios acompanham o formato desejado. Por isso, a direção das fibras e a qualidade das juntas coladas interferem diretamente na resistência.

Estrutura tubular de aço sustenta a Vespa de madeira

A Daniela não depende apenas da madeira para permanecer firme. O projeto foi montado ao redor de uma estrutura tubular de aço, formada por tubos metálicos ligados para criar a parte resistente da scooter.

Em uma Vespa tradicional, a carroceria metálica participa da sustentação do veículo. Quando essa carroceria é substituída, outra estrutura precisa manter motor, direção, suspensão e rodas na posição correta.

Em linguagem simples, o chassi funciona como o esqueleto do veículo. Na Daniela, o aço assume essa tarefa, enquanto os componentes de madeira formam o acabamento externo e ajudam a reproduzir a aparência clássica da scooter.

Dez tipos de madeira criam cores e desenhos naturais

Carlos Alberto reuniu 10 tipos de madeira na construção. A seleção incluiu jacarandá, ébano, faia, madeira cetim, jatobá, padauk africano, sucupira, sicômoro, afzélia e panga panga.

A Vespa de madeira Daniela nasceu da experiência de Carlos Alberto, carpinteiro português acostumado a fabricar móveis e escadas.

FineWoodworking, publicação especializada em técnicas e projetos de marcenaria, detalhou essa combinação de madeiras claras, escuras e avermelhadas. O desenho natural das fibras passou a fazer parte da aparência da scooter. O nome Daniela homenageia a filha do carpinteiro.

Misturar diferentes madeiras também exige cuidado. Cada tipo reage de uma maneira à umidade e ao calor. Uma peça pode aumentar ou diminuir de tamanho mais do que outra, criando tensão nas emendas e nas partes coladas.

Motor de 5 cv mantém a scooter funcional

O carpinteiro preservou o motor de 5 cv e outros componentes necessários para fazer a scooter funcionar. A sigla cv indica a potência disponível, ou seja, a capacidade do motor de movimentar o veículo.

A velocidade próxima de 75 km/h foi declarada pelo construtor. Sem teste independente, o número não pode ser tratado como resultado certificado, recorde ou garantia de desempenho em qualquer condição.

Colocar uma carroceria de madeira em movimento também cria desafios. O motor produz calor, as rodas recebem impactos do piso e todo o conjunto vibra. Esses esforços repetidos podem atingir cola, juntas e acabamento.

Água, calor e vibração exigem proteção constante

A água pode entrar por furos, emendas e pequenas falhas no acabamento. Quando absorve umidade, a madeira aumenta de tamanho. Durante a secagem, ela diminui novamente. Esse movimento pode abrir juntas e favorecer rachaduras.

O verniz cria uma camada de proteção, mas não torna a madeira totalmente livre de manutenção. A superfície precisa permanecer bem vedada para reduzir a entrada de água e preservar a união entre as peças.

Motor de 5 cv mantém a scooter funcional

A chamada madeira naval ajuda a compreender esse cuidado. Materiais usados em ambientes úmidos dependem de boa colagem, vedação, acabamento e conservação. Apenas o nome da madeira não garante resistência suficiente para uma carroceria usada nas ruas.

O calor também merece atenção. A proximidade com o motor pode afetar cola e verniz quando a temperatura alcança essas áreas por muito tempo. Por isso, o isolamento das peças de madeira e a posição dos componentes mecânicos são importantes.

Uma scooter modificada precisa de regularização no Brasil

No Brasil, uma alteração profunda na carroceria precisa ser regularizada antes da circulação em vias públicas. O procedimento envolve verificar se a mudança respeita as exigências de segurança e registro.

A homologação é o processo que avalia se o veículo modificado pode circular legalmente. O caminho exato depende da classificação recebida pelo projeto, além das inspeções e dos documentos exigidos.

A Daniela apareceu funcionando e circulando, mas não há comprovação independente de homologação ou de teste de velocidade. Fazer o motor funcionar não significa, sozinho, que qualquer scooter artesanal esteja autorizada a rodar nas ruas.

Daniela une carpintaria, mecânica e cuidados de um veículo real

A criação de Carlos Alberto reuniu 10 tipos de madeira, motor de 5 cv e estrutura tubular de aço em uma Vespa funcional. A laminação permitiu reproduzir curvas complexas sem colocar toda a sustentação do veículo nas peças de madeira.

A velocidade declarada próxima de 75 km/h aumenta a importância dos cuidados com água, calor, vibração e regularização. A Daniela funciona como veículo, mas também exige atenção muito além do acabamento de uma peça de marcenaria.

Se essa Vespa passasse por todas as inspeções exigidas, você confiaria em uma carroceria feita com 10 tipos de madeira? Comente e compartilhe.

Fonte

Fine Wood Working


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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