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Acre em alerta: El Niño pode agravar seca e prolongar estiagem até dezembro

Acre em alerta: El Niño pode agravar seca e prolongar estiagem até dezembro

Foto: Adriano Araújo/Ecos da Notícia

O Governo do Acre e a Defesa Civil Estadual estão em estado de alerta diante das previsões climáticas indicando que o fenômeno El Niño poderá intensificar a estiagem na região, prolongando o período de seca até o mês de dezembro. Tradicionalmente, o Acre começa a registrar as primeiras chuvas significativas em outubro e novembro, mas os indicadores atuais apontam para um cenário preocupante de chuvas abaixo da média histórica justamente nesse período de transição.

A maior preocupação das autoridades é que o El Niño ganhe força exatamente quando a população aguarda o alívio da estação chuvosa. De acordo com o comandante da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, “a preocupação é porque a tendência é de o El Niño ficar mais intenso nos meses de outubro e novembro”.

Gabinete de Crise e Medidas Preventivas

Diante da gravidade da previsão, um gabinete de crise foi instalado com a participação de diversas instituições do Governo Estadual e das Defesas Civis municipais. O objetivo é planejar e coordenar ações preventivas para mitigar os impactos de uma eventual seca severa e prolongada, incluindo o abastecimento de água para comunidades vulneráveis e o combate intensificado a queimadas, favorecidas pelo clima seco e quente.

A articulação envolve os três níveis de governo: estadual, municipal e federal. “Estamos buscando, como Estado, junto aos municípios e ao Governo Federal, fortalecer nossas ações para reduzir os impactos de uma possível estiagem mais prolongada”, declarou o coronel Batista.

Compreendendo o El Niño no Acre

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No Acre e na região amazônica como um todo, seus efeitos diretos incluem a redução drástica do volume de chuvas e a elevação das temperaturas, resultando em um período seco mais rigoroso e extenso. A Defesa Civil monitora de perto os indicadores que sugerem precipitações abaixo da média nos próximos meses, preparando o estado para enfrentar um cenário de desafios hídricos e ambientais.

*Com informações do site ac24horas


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

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