O Acre está entre os estados da Região Norte com as maiores taxas de internação por hepatites virais no Sistema Único de Saúde (SUS). O dado integra um levantamento inédito realizado pelo Grupo IAG Saúde com base nos registros do DataSUS entre os anos de 2016 e 2025.
De acordo com o estudo, a Região Norte apresentou o índice mais elevado de hospitalizações por hepatites no país, registrando uma média de 39,7 internações para cada 100 mil habitantes. O cenário crítico é atribuído à maior circulação dos vírus B e D (conhecido como hepatite Delta) no ecossistema amazônico, afetando diretamente os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Pará.
Diagnóstico tardio e risco de mortalidade
Em âmbito nacional, o levantamento contabilizou 42.314 internações decorrentes do agravo ao longo de nove anos, apresentando taxa média de mortalidade hospitalar de 7,8%. O risco de óbito cresce significativamente de acordo com a faixa etária do paciente: entre idosos com 80 anos ou mais, a taxa de mortalidade atinge 20,9%, representando o óbito de um a cada cinco pacientes internados.
A pesquisa também revelou que os casos de hepatite crônica têm taxa de mortalidade superior (10,1%) aos quadros agudos (7,1%). Especialistas alertam que a infecção costuma evoluir de forma silenciosa e sem sintomas aparentes, retardando o diagnóstico precoce e favorecendo complicações severas, como fibrose, cirrose e câncer de fígado. No contexto acreano, o alerta é intensificado pela incidência do vírus D, uma forma agressiva da doença que depende da presença da hepatite B para se manifestar.
Prevenção e metas de eliminação
Para combater a proliferação das hepatites virais, a rede pública de saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente vacinas contra as hepatites A e B, além de testes rápidos de detecção e tratamento medicamentoso para os tipos B e C. As ações integram o plano do Ministério da Saúde para eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até o ano de 2030.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

