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Acre registra taxa de 68,4 estelionatos eletrônicos por 100 mil habitantes, aponta levantamento

Acre registra taxa de 68,4 estelionatos eletrônicos por 100 mil habitantes, aponta levantamento

O estado do Acre acumulou 605 ocorrências de estelionato praticado por meio eletrônico, registrando uma proporção de 68,4 casos para cada 100 mil habitantes. Os números foram consolidados pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base nos dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O indicador coloca o Acre entre as unidades federativas com menor incidência proporcional do golpe no país. O índice acreano é significativamente inferior aos registrados por Santa Catarina (917,3) e pelo Distrito Federal (856,2), que lideram o ranking nacional da modalidade. No outro extremo, o Amazonas apresentou a menor taxa do Brasil, com 29,2 registros por 100 mil habitantes.

Explosão do crime virtual e recuo dos roubos tradicionais

O estelionato eletrônico se caracteriza pelo engano praticado contra vítimas em redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mails ou chamadas telefônicas, com a finalidade de obter transferências financeiras ou dados confidenciais.

Embora o volume absoluto registrado no Acre seja considerado baixo no comparativo com outros estados, o estudo faz um alerta para a migração e expansão acelerada dessa modalidade criminosa em todo o território nacional. Enquanto crimes patrimoniais tradicionais apresentaram retração no país — com queda de 20% nos roubos de veículos, residências e cargas, e de 23% nos roubos a transeuntes —, os golpes digitais dispararam, superando 2,2 milhões de registros em 2025 (uma média de 258 ocorrências por hora).

Impunidade e desafios na repressão

O relatório aponta a baixa responsabilização penal dos autores como o principal fator de estímulo à prática, criando um cenário de elevado ganho financeiro e baixo risco de prisão para as quadrilhas. Dos mais de 2,2 milhões de casos computados no país, apenas 63 mil avançaram para a fase de ação penal, e menos de 5 mil indivíduos cumpriam pena por esse crime até o final de 2025.

Especialistas consultados no levantamento defendem que o enfrentamento efetivo da fraude eletrônica exige cooperação integrada entre forças policiais, instituições financeiras e plataformas de tecnologia. O modelo citado como referência é o de Singapura, que mantém centros permanentes de monitoramento em tempo real para bloquear transações suspeitas.

O levantamento do CLP ressalta ainda que estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará não fornecem estatísticas segregadas sobre golpes em ambientes virtuais, o que evidencia a falta de padronização na coleta e divulgação de dados de segurança pública no Brasil.

*Com informações do site ac24horas


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

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