Um homem, identificado como Gilmar Pereira de Sousa (foto em destaque), foi preso após supostamente se passar por agente da Polícia Federal (PF) — inclusive com o uso de identificação — e tomar o celular de um homem durante uma discussão. O caso ocorreu nessa quinta-feira (2/7), em São Sebastião.
Veja o depoimento do suspeito:
Em depoimento, o homem que teve o celular subtraído disse que tudo aconteceu quando ele estava acertando o pagamento por um serviço feito em um estabelecimento.
De acordo com o relato, o acerto estava ocorrendo entre a vítima e o filho do dono, tendo este último aparecido em seguida, pedindo mais dinheiro por achar que o valor cobrado estava baixo. “Falei que não pagaria mais, por já ter acertado com o filho, que foi quem fez o serviço”, explicou.
Ainda segundo o depoimento, o dono da loja insistiu no pagamento de uma quantia maior e, nesse momento, a vítima disse que iria filmar, pois o homem estava bêbado e, quando estivesse sóbrio, mostraria o vídeo.
Foi quando, de acordo com ele, Gilmar apareceu e tomou o telefone. “Ele disse que não devolveria mais, que era para eu chamar a polícia e que ele era policial federal”, disse.
A vítima disse que se sentiu coagida, pois não sabia se aquilo, de fato, seria verdade. “Quando ele me tomou o telefone, pensei em agredi-lo, no susto. Mas como ele se identificou como policial federal, fiquei com medo.”

Silêncio sobre documento
Gilmar também prestou depoimento (veja acima). Junto do advogado, limitou-se a negar o que era perguntado pelo investigador da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).
Em certo momento, o policial civil comentou que o militar tinha encontrado a identificação da PF na carteira do suspeito. Perguntado se isso seria verdade, Gilmar disse que não responderia.
Ao ser questionado sobre ter autorizado que os policiais militares que atuaram na ocorrência entrassem em sua casa para fazer uma revista, ele também negou. Porém, um vídeo obtido pela coluna Na Mira mostra justamente o contrário. Nas imagens, Gilmar aparece dizendo que, mesmo os PMs precisando de um mandado, ele autorizou a entrada, por ser um “cidadão de bem”.
Confira:
O caso foi registrado como falsificação de documento público e está sendo investigado pela 30ª DP. Gilmar chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança.

