O mercado de trabalho do agronegócio no Acre encerrou o mês de maio com saldo positivo de 131 empregos formais, resultado superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o Estado havia criado 101 vagas a menos. No acumulado do ano, o setor já soma 460 novos postos de trabalho com carteira assinada, mantendo desempenho positivo em meio à desaceleração observada em diversas unidades da federação.
Os dados fazem parte do Informativo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), elaborado com base no Novo Caged. Nacionalmente, o agronegócio abriu 9.926 vagas em maio, bem abaixo das 28.919 registradas no mesmo mês de 2025. Apesar da retração nacional, o Acre manteve resultado positivo e figura entre os estados da Região Norte com geração líquida de empregos no setor.
Entre os municípios acreanos, Rio Branco concentrou o maior volume de admissões no agronegócio durante o mês. A principal atividade responsável pelas contratações foi a criação de bovinos para corte, que respondeu por 35 admissões, equivalente a 7,2% das 487 vagas contabilizadas no Estado.
Na sequência aparecem Senador Guiomard, com 33 admissões impulsionadas pelo frigorífico de abate de bovinos (6,8% das vagas estaduais), e Bujari, onde a criação de bovinos para corte gerou 31 contratações, representando 6,4% do total. Xapuri também figura entre os principais destaques, com 29 admissões ligadas à moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente, enquanto Sena Madureira registrou 26 admissões concentradas nos serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita. Juntos, esses cinco municípios responderam por mais de 30% das admissões registradas no agronegócio acreano durante o mês.
Em nível nacional, o cultivo de café foi o principal responsável pela expansão do emprego no agronegócio em maio, com saldo de 17,7 mil vagas, seguido pela fabricação de álcool e pelo cultivo de laranja.

