expansão das atividades agropecuárias no Acre tem elevado o nível de exposição da população a agrotóxicos. É o que revela o Boletim Informativo nº 01/2026, divulgado pela Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
O levantamento identifica que agricultores familiares, trabalhadores rurais, ribeirinhos, populações indígenas e moradores do entorno de áreas agrícolas figuram como os grupos de maior vulnerabilidade aos impactos químicos desses defensivos.
Riscos de Contaminação e Vias de Exposição
Segundo o relatório, a contaminação não afeta apenas os trabalhadores diretamente envolvidos no manuseio do produto. A exposição indireta ocorre por meio de:
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Inalação de partículas suspensas no ar;
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Contato cutâneo durante a aplicação;
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Ingestão de água ou alimentos contaminados;
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Deriva da pulverização, quando o vento transporta o produto para áreas habitadas, cursos d’água ou escolas vizinhas.
A VSPEA alerta que a exposição pode provocar quadros de intoxicação aguda e crônica, cujos diagnósticos costumam ser complexos devido à presença de sintomas clínicos inespecíficos.
Recomendações e Canais de Denúncia
Para mitigar os riscos e proteger as comunidades atingidas, a vigilância estadual reforça medidas essenciais de prevenção, como proibir a reutilização de embalagens vazias para armazenar água ou mantimentos, afastar animais das áreas tratadas e respeitar rigorosamente as normas de aplicação.
A Sesacre orienta ainda que episódios de pulverização irregular — como aplicações realizadas sob ventos fortes ou próximas a residências, mananciais e estabelecimentos de ensino — sejam imediatamente denunciados aos órgãos ambientais e de fiscalização sanitária.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

