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Alexandre Frota cruza cinco continentes sozinho em um pequeno RV-10, enfrenta tempestades, pane e regiões sem GPS e chega a Oshkosh como o 1º brasileiro a completar a volta ao mundo em um monomotor experimental

Alexandre Frota cruza cinco continentes sozinho em um pequeno RV-10, enfrenta tempestades, pane e regiões sem GPS e chega a Oshkosh como o 1º brasileiro a completar a volta ao mundo em um monomotor experimental

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Alexandre Frota cruza cinco continentes sozinho em um pequeno RV-10, enfrenta tempestades, pane e regiões sem GPS e chega a Oshkosh como o 1º brasileiro a completar a volta ao mundo em um monomotor experimental

Escrito por Ana Alice

Publicado em 23/07/2026 às 16:30

Curiosidades

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Alexandre Frota completa volta ao mundo em um RV-10 experimental após cruzar cinco continentes e retornar a Oshkosh, nos Estados Unidos. (Imagem: Divulgação/Aeroin)

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Uma viagem de milhares de quilômetros em um pequeno avião experimental reuniu travessias oceânicas, desafios técnicos, autorizações internacionais e o retorno a Oshkosh, ponto que marcou o fechamento geográfico da rota ao redor do planeta.

O pouso de um pequeno avião brasileiro em Oshkosh, nos Estados Unidos, fechou um círculo iniciado meses antes e atravessou uma distância que normalmente exige aeronaves maiores, equipes numerosas e ampla estrutura de apoio.

Em 21 de julho de 2026, o piloto e empresário cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, voltou à cidade norte-americana a bordo do RV-10 de matrícula PT-ZRQ.

Como Oshkosh já havia sido visitada no começo da expedição, o novo pouso marcou o fechamento geográfico da rota ao redor do planeta.

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A viagem passou por América, Europa, África, Ásia e Oceania.

O projeto Frotas pelo Mundo apresenta o feito como a primeira volta ao mundo realizada por um brasileiro sozinho em um avião monomotor experimental, embora não tenha sido localizada uma homologação independente de recorde que confirme essa classificação.

A chegada a Oshkosh não representou o encerramento completo da expedição.

Frota ainda planejava seguir dos Estados Unidos para a América do Sul e terminar o itinerário em Fortaleza, ponto de partida da jornada, após passar por outras cidades do continente.

O que terminou em território norte-americano foi o circuito que começou na primeira passagem por Oshkosh.

Ao alcançar novamente o mesmo ponto depois de avançar para leste por diferentes continentes, o piloto fechou a linha principal da circum-navegação descrita pelo projeto.

Viagem de Alexandre Frota começou em Fortaleza

Frota decolou de Fortaleza em 15 de março de 2026, quando tinha 52 anos.

O planejamento divulgado antes da partida previa aproximadamente 74 mil quilômetros, passagem por 45 países e cerca de 150 dias de viagem até o retorno ao Brasil.

A rota incluiu escalas no Caribe, nos Estados Unidos, no Canadá e na Groenlândia antes da travessia pelo Atlântico Norte.

Depois, o RV-10 passou pela Islândia, pelo Reino Unido, pela Europa continental, pelo norte da África, pelo Oriente Médio e pela Ásia.

Na sequência, o avião alcançou a Oceania e iniciou o retorno pelo extremo leste da Ásia, pela Rússia, pelo Alasca e pelo Canadá.

O reencontro com Oshkosh ocorreu após cerca de quatro meses de deslocamentos, escalas técnicas e mudanças determinadas pelas condições de cada trecho.

As estimativas de distância e número de países foram divulgadas pela organização do Frotas pelo Mundo antes e durante a viagem.

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Por que o RV-10 é classificado como avião experimental

O termo “experimental” pode causar a impressão de que a aeronave ainda está em fase inicial de testes.

Nesse caso, porém, a classificação está relacionada principalmente à forma como o avião foi construído e registrado.

O RV-10 é comercializado pela fabricante norte-americana Van’s Aircraft como um avião montado a partir de um kit.

O construtor reúne fuselagem, asas, comandos, motor, hélice, sistemas elétricos e instrumentos, seguindo um projeto técnico previamente desenvolvido.

Depois da montagem, a aeronave precisa passar por inspeções, documentação e ensaios de voo antes de receber autorização operacional.

A categoria permite maior personalização de equipamentos e sistemas, mas continua submetida a regras de aeronavegabilidade e manutenção.

Na configuração divulgada pela fabricante, o RV-10 possui quatro assentos e pode utilizar motores de 235 a 260 cavalos de potência.

O modelo tem capacidade padrão para 60 galões norte-americanos de combustível e velocidade de cruzeiro próxima de 200 milhas por hora, dependendo do motor, do peso e das condições do voo.

Para a expedição, o PT-ZRQ recebeu preparação voltada a percursos de longa distância.

As informações publicadas antes da partida mencionaram tanques adicionais, instrumentos redundantes, sistemas alternativos de navegação, comunicação via satélite e equipamentos de sobrevivência para travessias sobre oceanos e regiões isoladas.

Essas adaptações são importantes porque uma volta ao mundo em um monomotor impõe limitações diferentes das encontradas em aeronaves comerciais.

O piloto precisa calcular combustível, vento, peso, aeroportos alternativos e condições meteorológicas para cada trecho, além de considerar a disponibilidade de manutenção fora do país de origem.

Meteorologia e autorizações mudaram a rota

Ao longo da viagem, Frota encontrou condições meteorológicas adversas, áreas de frio intenso e risco de formação de gelo na aeronave.

Durante a passagem pelo Canadá, ele aguardou uma condição adequada antes de iniciar os voos sobre o Atlântico Norte.

Alexandre Frota no Canadá – Imagem: Divulgação/Aeroin

A formação de gelo ocorre quando gotículas de água super-resfriadas se acumulam em partes do avião.

Esse material pode alterar o formato das asas, aumentar o peso e reduzir a sustentação, o que transforma o fenômeno em um risco para aeronaves que não possuem sistemas adequados para operar nessas condições.

Problemas técnicos também foram registrados durante a jornada.

Reportagens sobre o projeto mencionaram vazamento de combustível em voos pela região do Mediterrâneo e uma falha enfrentada no trecho em direção à Índia.

Em outras etapas, o piloto relatou interferências ou limitações no sinal de GPS, dificuldades de comunicação e obstáculos para conseguir autorizações de sobrevoo e pouso.

A entrada na Rússia, por exemplo, dependeu de negociações e alterações no planejamento original.

Cada país possui regras próprias para a entrada de aeronaves estrangeiras.

Além de documentos do piloto e do avião, podem ser exigidos seguros, planos de voo, permissões diplomáticas, contratação de empresas de apoio e comprovação de que o aeroporto escolhido aceita aquele tipo de operação.

No caso de um avião da categoria experimental, as exigências podem variar ainda mais.

Uma autorização aceita em determinado território não significa que o voo estará automaticamente liberado no país seguinte.

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Oshkosh recebeu o RV-10 durante o AirVenture

O retorno a Oshkosh coincidiu com o EAA AirVenture 2026, realizado entre 20 e 26 de julho no Aeroporto Regional de Wittman, no estado norte-americano de Wisconsin.

Organizado pela Experimental Aircraft Association, o encontro reúne aeronaves experimentais, modelos históricos, aviões militares, ultraleves, fabricantes e demonstrações aéreas.

Em edições anteriores, mais de 10 mil aeronaves chegaram a Oshkosh e a aeroportos próximos durante o período do evento.

Em 2025, a organização registrou cerca de 704 mil visitantes, 2.543 aviões em exposição e mais de 16 mil operações no aeroporto ao longo de 11 dias.

A presença do RV-10 no encontro também cria uma ligação direta com a origem do modelo.

O AirVenture é um dos principais eventos internacionais dedicados a aviões montados por construtores amadores e à chamada aviação experimental, categoria à qual pertence o PT-ZRQ.

O local já havia entrado no itinerário durante a travessia inicial pelos Estados Unidos.

Ao retornar ao mesmo ponto em julho, depois de passar pelos outros continentes, Frota pôde considerar fechado o circuito global, mesmo com o trecho final até Fortaleza ainda pendente.

Projeto Frotas pelo Mundo virou série de vídeos

As diferentes etapas foram registradas por câmeras instaladas no avião, celular, drone e óculos com câmera.

O material foi enviado a uma equipe responsável pela edição de uma série publicada no canal Frotas pelo Mundo.

Os episódios mostram desde a passagem pelo Caribe até travessias em regiões de frio intenso, escalas para manutenção e dificuldades encontradas em aeroportos estrangeiros.

Parte dos acontecimentos também foi compartilhada nos stories do perfil do projeto no Instagram e preservada nos destaques.

A cobertura diária ajuda a reconstruir a rota, mas também representa a principal fonte de parte das informações sobre imprevistos, distâncias e desafios operacionais.

Por esse motivo, relatos pessoais do piloto devem ser identificados como informações divulgadas pelo próprio projeto quando não houver confirmação documental ou independente.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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