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Alga Karenia cristata é considerada a mais perigosa já avaliada pela ciência e pode estar ligada à morte de 1 milhão de animais na Austrália

Alga Karenia cristata é considerada a mais perigosa já avaliada pela ciência e pode estar ligada à morte de 1 milhão de animais na Austrália

3 min de leitura

Alga Karenia cristata é considerada a mais perigosa já avaliada pela ciência e pode estar ligada à morte de 1 milhão de animais na Austrália

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 29/07/2026 às 13:15

Atualizado em 29/07/2026 às 13:16

Ciência e Tecnologia

Alga Karenia cristata age em baixas concentrações, prolifera em águas frias e está ligada à morte de mais de 1 milhão de animais. (imagem meramente ilustrativa gerada por IA).

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Alga Karenia cristata age em baixas concentrações, prolifera em águas frias e está ligada à morte de mais de 1 milhão de animais.

Pesquisadores identificaram a Karenia cristata como a alga mais tóxica já avaliada pela ciência após investigarem uma mortandade que atingiu mais de um milhão de animais marinhos no sul da Austrália desde março de 2025. A conclusão, publicada em 6 de julho na revista Nature Ecology & Evolution, resultou de análises genéticas, observações microscópicas e testes laboratoriais que mostraram danos mesmo em concentrações muito baixas.

A descoberta também derrubou duas referências anteriores. A Karenia brevis era considerada a espécie mais perigosa do gênero, enquanto suas florações eram relacionadas sobretudo às águas quentes. A K. cristata, porém, apresentou toxicidade superior e capacidade de se multiplicar em temperaturas menores.

Alga amplia preocupação para águas mais frias

A tolerância a temperaturas reduzidas ajuda a explicar por que o episódio australiano não se encaixava completamente no conhecimento disponível sobre essas florações. O novo resultado demonstra que a ocorrência de um evento altamente tóxico não está limitada aos ambientes mais aquecidos.

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Além disso, a microalga libera substâncias prejudiciais às células do sistema nervoso. Essa ação foi observada tanto em organismos invertebrados quanto em células de brânquias de peixes produzidas em laboratório.

Os autores relataram ao The Conversation que a K. cristata “matou metade dos invertebrados que estudamos” mesmo quando estava presente em quantidades extremamente pequenas. Entre os organismos examinados também estava o plâncton.

Diferentes análises solucionaram a identificação

Antes de avaliar a toxicidade, os cientistas precisaram descobrir quais microrganismos compunham a floração. Cinco espécies do gênero Karenia foram encontradas nas amostras de água, mas a alga K. cristata apareceu como dominante.

Alga Karenia cristata age em baixas concentrações, prolifera em águas frias e está ligada à morte de mais de 1 milhão de animais. Fonte: Reprodução do artigo.

A investigação reuniu procedimentos com funções distintas:

Essa combinação evitou que espécies semelhantes fossem confundidas e permitiu associar a presença predominante da K. cristata aos efeitos observados nos experimentos.

Resultados ajudam a explicar o desastre

A dimensão ambiental do fenômeno surgiu antes de sua causa ser esclarecida. Em março de 2025, uma espuma amarelada começou a aparecer nas praias australianas. Nos meses seguintes, foram registradas mortes por intoxicação entre aves, mamíferos marinhos, moluscos e peixes.

Craig Styan, coautor da pesquisa e cientista ambiental da Universidade de Adelaide, afirmou à Australian Broadcasting Corporation que os testes oferecem, pela primeira vez, uma explicação para o tamanho da destruição observada no ambiente.

A fala relaciona o que ocorreu nas praias aos resultados obtidos sob condições controladas. A elevada mortalidade registrada nos ensaios demonstrou como uma concentração reduzida do microrganismo poderia provocar consequências amplas na fauna.

Origem da proliferação ainda será investigada

O trabalho respondeu qual espécie predominou e comprovou sua potência, mas duas questões permanecem abertas. Os pesquisadores agora pretendem identificar as condições que favoreceram o crescimento sem precedentes da K. cristata e entender como ela produz toxinas tão intensas.

Essas próximas etapas poderão esclarecer o que desencadeou a floração e ampliar a compreensão sobre eventos semelhantes. Até agora, as evidências colocam a rara alga Karenia cristata no centro da crise que devastou a vida marinha no sul da Austrália.

Com informações de Um Só Planeta

Fonte

Um só Planeta


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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