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Alunos da EC 209 Sul visitam exposição Constelações Contemporâneas

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Alunos da EC 209 Sul visitam exposição Constelações Contemporâneas

Cerca de 190 alunos do 3° ao 5° ano da Escola Classe (EC) 209 Sul visitaram, nessa quarta-feira (19/6), a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, realizada no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. O passeio cultural, promovido pelo Metrópoles Arte com apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), teve como objetivo tirar as crianças da rotina do ensino integral para aproximá-las da produção artística local.

Divididos em dois turnos — 70 estudantes pela manhã e 120 à tarde —, os jovens de 8 a 12 anos puderam explorar gratuitamente pinturas e esculturas de artistas do Distrito Federal.

Entenda

  • Público presente: a ação reuniu 190 alunos da EC 209 Sul, com idades entre 8 e 12 anos, divididos entre os turnos matutino e vespertino.

  • Onde e quando: a mostra ocupa o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, e fica aberta ao público até 17 de julho.

  • Acesso à cultura: o projeto, realizado pelo Metrópoles Arte e Setur-DF, facilita o contato de crianças da periferia e do Entorno com o Plano Piloto.

  • Objetivo central: expandir o aprendizado escolar por meio da apreciação de pinturas e esculturas de artistas locais em um espaço histórico.

Alunos da EC 209 Sul visitam exposição Constelações Contemporâneas

A iniciativa é fundamental para democratizar o acesso à cultura, especialmente porque grande parte desses estudantes reside em Regiões Administrativas distantes do Plano Piloto ou até em municípios do Entorno, enfrentando longos trajetos diários para estudar.

Para muitos, a excursão representou o primeiro contato direto com o Teatro Nacional, um dos maiores ícones arquitetônicos e culturais da capital.

Segundo a coordenação pedagógica, vivências externas como essa são essenciais para romper as barreiras físicas da sala de aula, estimulando a sensibilidade estética e a cidadania dos estudantes em formação.

Formação além dos muros da escola

A relevância da atividade vai muito além do conteúdo programático tradicional, impactando o desenvolvimento integral dos estudantes. Ana Cecília Ometto, coordenadora da escola, destaca que a experiência prática molda a bagagem de vida dos alunos.

“Acredito que a relevância está na criação de um repertório não só artístico, mas experiencial. Acho importante porque a escola tem esse papel e ela deve ter esse objetivo de extrapolar os seus muros e de trazer experiências diferentes para as crianças e para os adolescentes”, afirma a educadora, reforçando a importância de aproximar quem mora longe desses espaços centrais.

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Olhos atentos

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Crianças circulam pela exposição

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Arte que inspira

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Inspiração para o futuro dos jovens

Para quem participou, o dia foi marcado pelo encantamento e pela descoberta de novas perspectivas de futuro. A estudante Heloísa Rodrigues, de 10 anos, moradora de Valparaíso de Goiás, não escondeu a emoção de pisar no teatro pela primeira vez.

“Eu fiquei muito lisonjeada, foi uma honra para mim. As obras combinaram muito com o teatro. Me inspira muito ver o trabalho de artistas do DF chegarem em grandes locais assim, inclusive tenho o sonho de ser uma artista também, eu gosto muito de pintar”, celebrou a aluna.

Heloísa com a sua obra favorita

Diálogo entre a vivência e a sala de aula

O impacto desse tipo de atividade externa ecoa diretamente no cotidiano escolar e no comportamento dos estudantes. Para o psicólogo da escola, Pedro Veiga, que foi um dos educadores a acompanhar a visita, o contato direto com a cultura funciona como um combustível para o aprendizado prático.

Você sair um pouco do ambiente da sala de aula agrega um conhecimento que deixa os alunos animados e mais dispostos”, comenta o profissional.

Além disso, a experiência não termina com o fim do passeio. Tudo o que foi observado nas galerias é posteriormente debatido e trabalhado com os professores dentro da escola.

Alunos da EC 209 Sul visitam exposição Constelações Contemporâneas

Para Pedro, a imersão artística também é uma ferramenta poderosa na formação pessoal, expandindo a forma como os jovens enxergam o mundo e se expressam. A atividade ajuda a desenvolver um senso crítico apurado e a enriquecer o repertório visual e de vocabulário de cada um.

“Sair da escola e ter esse acesso junto com os grupos também ensina sobre convivência e como se portar em determinados locais. Tudo isso faz parte de todo um processo”, conclui Pedro.

Metrópoles Arte

A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.

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