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Amazon quer lançar 5.105 satélites para levar internet direto ao celular e desafiar SpaceX em uma disputa que pode mudar a telefonia mundial
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 27/07/2026 às 14:32
Atualizado em 27/07/2026 às 14:33
Ciência e Tecnologia
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Projeto da Amazon Leo prevê chamadas, mensagens, internet e serviços de emergência por satélite, mesmo em regiões sem cobertura das operadoras tradicionais.
A Amazon pretende ampliar sua presença no mercado espacial com um projeto de grandes proporções.
A Amazon Leo apresentou, em 27 de julho de 2026, uma proposta para colocar até 5.105 satélites em órbita.
A nova constelação deverá conectar satélites diretamente a smartphones, permitindo chamadas de voz, mensagens e acesso à internet.
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O sistema também poderá oferecer serviços de emergência em áreas sem cobertura das redes celulares terrestres.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, o início da implantação está previsto para 2028.
Projeto depende de aprovação das autoridades dos Estados Unidos
A Amazon encaminhou o pedido à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, conhecida como FCC.
A empresa solicitou uma análise rápida da proposta para avançar com a nova constelação.
A FCC, no entanto, não havia comentado oficialmente o pedido até a divulgação das informações.
O projeto ainda depende da autorização das autoridades norte-americanas antes de entrar em operação.
A aprovação será fundamental para que a Amazon comece a lançar os satélites dentro do cronograma previsto.
Rede permitirá chamadas e internet longe das antenas
A constelação foi planejada para ampliar a conectividade em locais sem infraestrutura terrestre de telefonia.
O serviço deverá permitir chamadas de voz, envio de mensagens e transmissão de dados diretamente por satélite.
A rede também poderá oferecer acesso à internet em regiões afastadas das antenas convencionais.
Serviços de emergência fazem parte dos recursos previstos pela Amazon Leo.
A proposta busca atender usuários que permanecem sem sinal em áreas remotas ou fora da cobertura das operadoras.
Parcerias com operadoras ampliarão o alcance do serviço
A Amazon pretende oferecer a tecnologia em parceria com operadoras de telefonia móvel de diferentes países.
A estratégia permitirá integrar a rede espacial aos serviços celulares já oferecidos pelas empresas locais.
A companhia anunciou parcerias com Vodafone, DirecTV, Herotel e National Broadband Network, da Austrália.
Esses acordos deverão ajudar na expansão da cobertura e na distribuição da conectividade via satélite.
O modelo também poderá acelerar a chegada do serviço a mercados internacionais.
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Viviane Alves
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Compra da Globalstar fortalece os planos da Amazon
A futura rede utilizará o espectro de satélite pertencente à Globalstar.
A Amazon concordou em comprar a empresa no início de 2026.
A Globalstar já oferece conectividade direta para milhões de usuários de aparelhos da Apple.
A tecnologia permite mensagens de emergência, compartilhamento de localização e assistência em estradas.
Esses recursos podem ser utilizados mesmo quando não existe cobertura das redes terrestres.
A aquisição fortalece a estratégia da Amazon para avançar além da internet fixa por satélite.
Concorrência com SpaceX, AST SpaceMobile e Lynk Global
A nova constelação amplia a disputa no mercado de comunicação direta entre satélites e celulares.
A Amazon enfrentará concorrentes como SpaceX, AST SpaceMobile e Lynk Global.
Essas empresas também desenvolvem tecnologias capazes de conectar smartphones diretamente a satélites.
A competição envolve um mercado com grande potencial de expansão em regiões sem infraestrutura terrestre.
A entrada da Amazon poderá aumentar a oferta de serviços e acelerar o desenvolvimento dessa tecnologia.
Amazon Leo já possui cerca de 390 satélites em órbita
A Amazon Leo já trabalha na implantação de sua primeira geração de internet via satélite.
A empresa possui aproximadamente 390 satélites em órbita.
O sistema atual foi desenvolvido para fornecer internet fixa por meio de uma constelação própria.
A companhia pretende iniciar a oferta do serviço nas primeiras áreas de cobertura ainda em 2026.
A nova proposta amplia esse plano ao incluir conectividade direta com aparelhos celulares.
Falta de foguetes pode atrasar novas constelações
A crescente escassez de capacidade para lançamentos de foguetes representa um desafio para o setor.
A procura por espaço em missões aumentou com a expansão das constelações de satélites.
Essa limitação poderá afetar o ritmo de implantação dos projetos anunciados pelas empresas.
A Amazon precisará garantir lançamentos suficientes para colocar milhares de equipamentos em órbita.
O cronograma dependerá da disponibilidade de foguetes e da capacidade operacional das empresas responsáveis pelos voos.
Disputa entre Amazon e SpaceX chegou à FCC
A concorrência entre Amazon e SpaceX também provocou debates dentro da FCC.
A Amazon criticou, em março de 2026, o plano da SpaceX para lançar uma constelação com até 1 milhão de satélites.
O presidente da FCC, Brendan Carr, rejeitou as críticas apresentadas pela companhia.
Carr afirmou que a Amazon deveria concentrar seus esforços em organizar os próprios lançamentos.
O presidente do órgão também destacou o ritmo e a frequência alcançados pela SpaceX.
A declaração aumentou a pressão sobre a Amazon para acelerar sua constelação espacial.
O que muda com a internet direta para celulares?
A conexão direta entre satélites e smartphones poderá ampliar o acesso à comunicação em locais isolados.
Usuários poderão realizar chamadas e enviar mensagens mesmo longe das redes tradicionais.
O recurso também poderá ser importante em emergências, viagens e regiões com pouca infraestrutura.
A Amazon aposta que sua constelação poderá ocupar uma posição relevante nesse mercado.
A aprovação da FCC e o início dos lançamentos serão decisivos para o avanço do projeto.
A disputa com SpaceX, AST SpaceMobile e Lynk Global deverá crescer nos próximos anos.
Você acredita que a internet direta por satélite poderá substituir parte das redes celulares tradicionais ou continuará sendo um serviço voltado principalmente para emergências e áreas remotas? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

