Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Ana Maria Braga mostrou a conta de luz ao vivo na televisão e revelou uma economia de R$ 10.694 em apenas três meses depois de instalar placas solares, uma queda de 75% que reacendeu a dúvida sobre quanto o sistema devolve de verdade

Ana Maria Braga mostrou a conta de luz ao vivo na televisão e revelou uma economia de R$ 10.694 em apenas três meses depois de instalar placas solares, uma queda de 75% que reacendeu a dúvida sobre quanto o sistema devolve de verdade

5 min de leitura

Ana Maria Braga mostrou a conta de luz ao vivo na televisão e revelou uma economia de R$ 10.694 em apenas três meses depois de instalar placas solares, uma queda de 75% que reacendeu a dúvida sobre quanto o sistema devolve de verdade

Escrito por Jefferson Augusto

Publicado em 31/07/2026 às 11:59

Energia Solar

Em imóveis de consumo alto, a economia mensal é grande em relação ao valor investido, e é isso que encurta o prazo de retorno do sistema.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

A comparação exibida no programa colocou lado a lado três meses de 2024 e os mesmos três meses de 2025, e o corte na fatura ficou visível o suficiente para transformar um caso pessoal em discussão sobre retorno de investimento em geração própria.

A cena foi ao ar num programa de manhã da televisão aberta. A apresentadora Ana Maria Braga mostrou a própria conta de luz na tela e comparou, mês a mês, o que pagava antes e o que passou a pagar depois de instalar placas solares.

A diferença acumulada em três meses foi de R$ 10.694,79, uma queda de aproximadamente 75% na despesa com eletricidade.

O número não é típico de uma casa comum, e é justamente por isso que ele serve para explicar como a conta de um sistema solar realmente fecha.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O que a comparação exibida mostrava

O confronto usou os meses de agosto, setembro e outubro de 2025 contra os mesmos meses de 2024, período anterior à instalação do sistema.

Em 2024, nenhum daqueles três meses ficou abaixo de R$ 4 mil de gasto com energia. Em 2025, a maior fatura do trio foi a de setembro, com R$ 1.934,63.

Somadas as três diferenças, chega-se aos R$ 10.694,79. Vale registrar que a geração ficou instalada em uma propriedade rural, não em um apartamento urbano.

Consumo alto é o que faz o sistema compensar rápido

Esse detalhe explica o tamanho do número. Quem gasta R$ 4 mil por mês em eletricidade tem consumo muitas vezes maior que o de uma residência média brasileira.

E a lógica do investimento é proporcional. Quanto maior a conta, mais rápido o sistema se paga, porque a economia mensal é grande em relação ao valor investido.

O inverso também vale. Numa casa com conta baixa, o mesmo equipamento leva muito mais tempo para se pagar, e às vezes não justifica a instalação.

A referência ajuda a calibrar. A média residencial brasileira gira em torno de 160 quilowatt-hora por mês, o que costuma resultar em faturas de poucas centenas de reais. Uma conta de R$ 4 mil aponta consumo muitas vezes maior, compatível com piscina aquecida, ar-condicionado em vários ambientes e estrutura de área rural.

Por que a conta de um famoso mexe mais que uma tabela técnica

O caso circulou muito além do público do programa. Não porque o número seja inédito, e sim porque veio acompanhado do documento na tela, com valores de antes e de depois lado a lado.

Esse é o tipo de prova que campanha de fabricante não consegue entregar. Quando uma marca divulga percentual de economia, o consumidor desconta, mas quando alguém mostra a própria fatura, a informação passa a ter cara de experiência e não de anúncio.

O efeito aparece na busca. Cada vez que um caso assim ganha repercussão, cresce a procura por orçamento de instalação, e parte dessa gente descobre só depois que o resultado depende do próprio perfil de consumo.

A apresentadora falava de energia solar em comunidades da Amazônia, no contexto da conferência do clima, quando trouxe o exemplo pessoal. A pauta era coletiva, mas o que viralizou foi a conta doméstica.

Como se calcula o tamanho do sistema

O dimensionamento parte do consumo em quilowatt-hora que aparece na fatura, não do valor em reais. A partir da média mensal, calcula-se quanta energia o sistema precisa gerar por dia.

Entram então a incidência solar da região, a inclinação e a orientação do telhado e a potência de cada módulo, o que define quantas placas serão necessárias. Existem métodos simples para estimar esse número antes de pedir orçamento.

Um caso concreto ajuda a calibrar: uma casa de 980 m² no Paraná instalou 48 placas por cerca de R$ 70 mil e viu a fatura cair de aproximadamente R$ 1,2 mil para perto de R$ 200 por mês.

A conta nunca zera, e isso é regra

Existe um mal-entendido comum, o de que a fatura desaparece. Ela não desaparece, mesmo quando a geração cobre todo o consumo.

Todo consumidor conectado à rede paga um custo mínimo de disponibilidade, referente a manter a ligação ativa, além de tributos e taxa de iluminação pública cobrada pelo município.

Por isso, mesmo os sistemas bem dimensionados continuam gerando uma conta pequena todo mês, o que é diferente de conta zero.

A energia gerada de dia vira crédito para a noite

O sistema mais comum é conectado à rede e funciona sem bateria. Durante o dia, o excedente gerado é injetado na rede da distribuidora e vira crédito de energia.

À noite e em dias nublados, o imóvel consome da rede e abate esses créditos. Na prática, a rede funciona como uma espécie de conta corrente de energia, não como armazenamento físico.

Isso explica por que a economia aparece no acumulado do ano, e não de forma idêntica em todos os meses.

As regras de cobrança mudaram e continuam mudando

Esse arranjo passou por revisão. Quem gera a própria energia passou a pagar de forma gradual por uma parcela do uso da rede de distribuição, num escalonamento previsto em lei.

O efeito prático é que a economia percentual de quem instala hoje tende a ser um pouco menor que a de quem instalou antes da mudança, e vale conferir o que muda na cobrança para quem tem painel em casa antes de fechar o contrato.

Para quem mora em prédio, a decisão passa por assembleia e área comum, e a instalação em condomínio costuma dividir moradores.

Nem todo projeto precisa cobrir a casa inteira

Uma alternativa para quem não quer investir alto de uma vez é atacar o maior vilão isolado da fatura. Em muitas residências, esse vilão é o chuveiro elétrico.

Existem simulações de sistemas pequenos dedicados apenas ao aquecimento do banho, com investimento inicial bem menor e retorno em prazo mais curto.

O caso exibido na televisão serve, então, menos como meta e mais como referência de escala: R$ 10.694,79 economizados em três meses e queda de 75% na fatura, num imóvel de consumo alto, conforme a comparação apresentada no programa Mais Você.

Tags

Fonte

Gshow, programa Mais Você


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Jefferson Augusto.

Sair da versão mobile