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Antigas civilizações enterravam parentes dentro de casa e conviviam com túmulos sob quartos e pátios: estudo revela por que essa tradição desapareceu com as religiões e os cemitérios

Antigas civilizações enterravam parentes dentro de casa e conviviam com túmulos sob quartos e pátios: estudo revela por que essa tradição desapareceu com as religiões e os cemitérios

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Antigas civilizações enterravam parentes dentro de casa e conviviam com túmulos sob quartos e pátios: estudo revela por que essa tradição desapareceu com as religiões e os cemitérios

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 27/07/2026 às 18:30

Atualizado em 27/07/2026 às 18:31

Curiosidades

Ruínas e estruturas de pedra em uma escavação arqueológica ajudam a compreender como antigas civilizações integravam túmulos ao espaço doméstico.

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Pesquisa publicada em 2026 mostra que sepultamentos dentro das residências eram comuns no passado e revela como mudanças religiosas alteraram essa relação com a morte.

Durante milhares de anos, diferentes civilizações enterraram seus familiares dentro das próprias casas ou em áreas próximas às moradias.

A prática, conhecida como sepultamento residencial, fazia parte da organização familiar, da arquitetura e da preservação da memória dos antepassados.

Um estudo publicado em 2026 na revista científica American Antiquity mostrou que esse costume foi muito mais frequente nas sociedades antigas.

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A pesquisa também indicou que colonização, transformações culturais e expansão de grandes religiões contribuíram para afastar os mortos dos espaços domésticos.

Estudo revela como vivos e mortos compartilhavam o mesmo espaço

A investigação foi liderada por Sabina Cveček, pesquisadora vinculada ao Field Museum, em Chicago.

A equipe analisou dois conjuntos de informações para compreender a frequência dos sepultamentos domésticos ao longo da história.

O levantamento reuniu dados de 49 sítios arqueológicos antigos e registros de 60 sociedades estudadas por etnógrafos nos últimos séculos.

Conforme informações divulgadas pela Archaeology News, apenas 12% das sociedades recentes mantinham parentes enterrados dentro ou perto das residências.

O índice, porém, alcançava 33% entre os assentamentos antigos analisados.

Esses números mostram que, para muitas comunidades, a casa também funcionava como espaço de ancestralidade, lembrança e convivência simbólica.

Teoria sobre posse de terras perde força

Durante décadas, arqueólogos acreditaram que as famílias enterravam parentes perto das casas para marcar a posse de determinadas áreas.

A interpretação sugeria que comunidades sedentárias utilizavam os túmulos como prova de ligação permanente com o território.

O estudo conduzido por Sabina Cveček não encontrou uma relação estatística sólida entre residência fixa e sepultamentos domésticos.

A pesquisa também contou com os especialistas T. Earle, C. R. Ember, G. M. Feinman e W. A. Parkinson.

Os resultados indicam que a prática possuía significados familiares e culturais mais complexos do que a simples demarcação de terras.

Religiões e colonização transformaram os rituais funerários

Registros escritos analisados pela equipe mostram que influências externas tiveram papel importante no desaparecimento da tradição.

A expansão de grandes religiões modificou profundamente a maneira como diferentes sociedades tratavam seus mortos.

O cristianismo incentivou a criação de cemitérios comunitários separados das áreas residenciais.

O hinduísmo ampliou a utilização da cremação em determinadas regiões.

A colonização também contribuiu para substituir costumes locais por práticas funerárias trazidas de outras sociedades.

Com o passar do tempo, os sepultamentos domésticos perderam espaço para cerimônias realizadas longe das residências.

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Viviane Alves

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Túmulos ficavam sob cômodos, paredes e pátios

Evidências arqueológicas revelam como os mortos eram incorporados ao ambiente familiar.

O sítio de Lepenski Vir, localizado na Sérvia e datado entre 6300 e 6000 a.C., apresenta casas com vários túmulos infantis.

Os sepultamentos foram posicionados cuidadosamente perto das paredes das construções.

A disposição mostra que a presença dos mortos estava integrada ao cotidiano dos moradores.

Outro exemplo aparece em El Palmillo, residência ocupada entre 700 e 850 d.C., em Oaxaca, no México.

O imóvel possuía túmulos subterrâneos construídos abaixo dos cômodos.

O acesso às estruturas funerárias ocorria diretamente pelos pátios domésticos.

Segundo o Field Museum, pequenas pedras esculpidas também formavam bancos diante dos túmulos.

Esses elementos reforçam que manter familiares falecidos por perto era uma escolha cultural consciente e duradoura.

Escavação arqueológica revela estruturas de pedra e áreas subterrâneas associadas a antigas moradias e práticas de sepultamento residencial.

Mudança redefiniu a relação humana com a morte

As descobertas mostram que valores atuais não devem ser aplicados automaticamente às sociedades antigas.

Naquele período, a separação entre vivos e mortos não representava uma regra universal.

Muitas casas funcionavam como espaços de moradia, memória familiar e encontro simbólico entre diferentes gerações.

A criação de cemitérios separados modificou profundamente essa dinâmica.

A transformação também redefiniu a maneira como as sociedades passaram a compreender o luto, a ancestralidade e o descanso final.

Você conseguiria viver em uma casa com túmulos de familiares sob os cômodos ou acredita que os cemitérios representam uma forma mais adequada de preservar a memória dos mortos? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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