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Ao sair carregado de grãos de um terminal no Canadá, navio de 225 metros encalha diante da cidade, atrai multidões, precisa mover água de lastro e recebe ajuda de dois rebocadores para voltar ao rio

Ao sair carregado de grãos de um terminal no Canadá, navio de 225 metros encalha diante da cidade, atrai multidões, precisa mover água de lastro e recebe ajuda de dois rebocadores para voltar ao rio

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Ao sair carregado de grãos de um terminal no Canadá, navio de 225 metros encalha diante da cidade, atrai multidões, precisa mover água de lastro e recebe ajuda de dois rebocadores para voltar ao rio

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 25/07/2026 às 22:39

Portos e Estaleiros

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Navio encalhado no Canadá ficou preso em uma área rasa do rio St. Clair

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Navio encalhado no Canadá ficou preso em uma área rasa do rio St. Clair, mobilizou equipes durante quase um dia e retomou a viagem após uma operação com água de lastro e dois rebocadores, sem feridos, poluição ou danos aparentes no casco

Um navio de 225 metros carregado com grãos encalhou ao deixar um terminal em Sarnia, no Canadá, e ficou imobilizado diante da cidade. O Algoma Equinox havia iniciado a saída em direção ao rio St. Clair quando a parte traseira do casco ficou presa em uma área rasa.

A informação foi publicada por The Maritime Executive, veículo especializado em notícias do transporte marítimo. O cargueiro deixou o terminal por volta das 3 horas da tarde de 21 de julho de 2026 e só conseguiu voltar ao rio no dia seguinte, após uma operação com mudança de lastro e apoio externo.

A presença de um cargueiro com tamanho comparável a dois campos de futebol colocados em sequência atraiu moradores para a margem. Embora não houvesse feridos, entrada de água ou vazamento, o encalhe exigiu cuidado porque o peso do navio permaneceu apoiado em uma parte do fundo.

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Cargueiro de grãos parou diante de Sarnia e virou atração para moradores

O Algoma Equinox havia carregado grãos no terminal de Sarnia e saía pela passagem norte quando ficou preso. A embarcação avançou apenas uma pequena distância antes de tocar a área rasa do rio St. Clair e perder a capacidade de seguir viagem.

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O navio permaneceu no local durante a noite. Enquanto tripulação e equipes em terra avaliavam como libertar o casco, moradores se aproximaram da margem e imagens do cargueiro começaram a circular nas redes sociais.

A cena ganhou atenção porque embarcações desse tamanho costumam passar pela cidade sem parar. Desta vez, o cargueiro de grãos ficou imobilizado perto da margem, cercado por rebocadores e observado por pessoas que acompanhavam cada tentativa de retirada.

O prefeito de Sarnia, Mike Bradley, resumiu a movimentação ao afirmar que havia mais pessoas no local e que o caso estava espalhado pelas redes sociais. A fala mostrou como uma ocorrência operacional acabou se transformando em uma atração temporária para a cidade.

O que acontece quando um navio de 225 metros encalha

Um navio encalha quando alguma parte do casco toca o fundo e deixa de se movimentar livremente. No Algoma Equinox, a parte traseira ficou presa, o que impediu a embarcação de avançar ou recuar apenas com o uso normal dos motores.

A profundidade do rio precisa ser maior que o calado do navio, termo usado para indicar quanto do casco permanece abaixo da superfície. Quanto maior o peso transportado, mais fundo o navio tende a ficar na água.

Vento, correnteza, posição da embarcação e proximidade de bancos rasos também interferem na manobra. Em uma passagem estreita, um cargueiro com 225 metros de comprimento precisa manter uma margem segura para não aproximar o casco de trechos menos profundos.

A causa do encalhe não foi confirmada. Havia análise sobre a possível influência do vento e do tempo no momento da saída, mas não existe confirmação de que uma tempestade provocou o incidente.

Água de lastro foi transferida para aliviar a parte traseira

O lastro é a água armazenada em tanques internos para ajudar no equilíbrio e na distribuição do peso. A tripulação pode transferir essa água de uma área para outra e mudar a forma como o casco se apoia na água.

Reprodução: The Maritime Executive

Como a parte traseira estava firmemente presa, a equipe bombeou água de lastro para os tanques da frente. A mudança tinha um objetivo simples: diminuir o peso sobre a região encalhada e facilitar a retirada.

The Maritime Executive, veículo especializado em notícias do transporte marítimo, registrou que os rebocadores enviados ao local perceberam que a parte traseira não sairia apenas com a primeira tentativa. A redistribuição do lastro foi preparada antes do esforço final.

Essa movimentação precisa ser feita com controle. A água altera o equilíbrio da embarcação e, por isso, cada transferência deve evitar que o navio incline demais ou pressione outra região do casco contra o fundo.

Dois rebocadores ajudaram o cargueiro a voltar ao rio St. Clair

Rebocadores são barcos menores e muito fortes, usados para empurrar, puxar e orientar navios em espaços onde uma grande embarcação tem dificuldade para manobrar. Eles aplicam força em pontos escolhidos do casco e ajudam a controlar a direção.

No caso do Algoma Equinox, dois rebocadores participaram da retirada. O cargueiro também utilizou os próprios motores, combinando sua propulsão com a força aplicada pelos barcos de apoio.

Duas tentativas foram realizadas antes da liberação. O navio conseguiu sair por volta das 2 horas e 30 minutos da tarde de 22 de julho de 2026, quase um dia depois de ficar preso na área rasa.

A operação exigiu mais do que potência. As equipes precisavam evitar que a embarcação girasse de maneira descontrolada, tocasse novamente o fundo ou ocupasse uma posição capaz de dificultar a passagem de outros navios.

Encalhe sem vazamento ainda exige inspeção e cuidado ambiental

Não houve registro de feridos, poluição ou entrada de água no casco. Uma verificação também não encontrou danos aparentes, o que permitiu que o Algoma Equinox retomasse a viagem com a carga de grãos.

Mesmo assim, um encalhe não pode ser tratado como um simples atraso. Quando um navio carregado se apoia no fundo, parte de seu peso pode ficar concentrada em uma área menor do casco.

A inspeção procura sinais de amassamento, rachadura ou abertura. Um dano desse tipo poderia permitir a entrada de água, atingir tanques internos ou provocar vazamento de combustível no rio.

A ausência de perfuração reduziu o risco imediato, mas a paralisação ainda afetou a operação. Um cargueiro imobilizado em uma passagem navegável pode ocupar espaço, exigir apoio especializado e interferir no movimento de outras embarcações.

Algoma Equinox retomou a viagem após a retirada

Depois de ser liberado, o Algoma Equinox voltou a navegar com destino a Baie Comeau, na província canadense de Quebec. A carga permaneceu a bordo e não houve indicação de poluição ou dano aparente no casco.

O caso mostrou como poucos metros de diferença na posição de um grande navio podem interromper uma viagem. Profundidade, calado, correnteza e distribuição do peso precisam permanecer sob controle desde a saída do terminal até a entrada completa no canal.

A transferência de água de lastro aliviou a parte presa, enquanto os dois rebocadores e os motores do próprio cargueiro forneceram a força necessária para a retirada. O navio de 225 metros voltou ao rio sem que o incidente terminasse em feridos ou vazamento.

O encalhe também deixou uma imagem incomum para Sarnia: um cargueiro comparável a dois campos de futebol parado diante da cidade, enquanto equipes marítimas trabalhavam e moradores acompanhavam tudo da margem.

A saída de cargueiros gigantes perto de áreas rasas deveria ter controle mais rígido ou a operação atual é suficiente? Comente e compartilhe.

Fonte

Maritime Executive


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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