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Aos 21 anos, empreendedor investiu cerca de R$ 100 mil para fabricar açaí e hoje comanda uma rede com 36 lojas: Hudson Vieira criou a Açaí Fruit Show em Feira de Santana, mira faturamento de R$ 75 milhões em 2026 e planeja abrir mais 20 unidades
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 25/07/2026 às 14:27
Curiosidades
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Açaí Fruit Show reúne duas estruturas industriais, 36 lojas e cerca de 100 produtos próprios, com previsão de faturar R$ 75 milhões em 2026.
Uma empresa criada em Feira de Santana pretende abrir mais 20 unidades em 2026 e elevar sua receita anual de R$ 65 milhões para R$ 75 milhões. A Açaí Fruit Show combina fabricação própria, distribuição, desenvolvimento de produtos e uma rede formada por 35 franquias e uma loja controlada pelo grupo.
Os números foram informados pela companhia e por seu fundador, Hudson Vieira. A estratégia de crescimento passa agora por São Paulo, onde pelo menos duas inaugurações estavam previstas até agosto, além da expansão em estados onde a marca já possui operações.
Produção própria abastece a maior parte das lojas
A empresa fabrica aproximadamente 70% dos itens consumidos em suas unidades. O portfólio reúne cerca de 100 produtos, entre cremes, sorvetes, açaí e complementos utilizados no atendimento ao consumidor.
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Essa estrutura reduz a dependência de fornecedores externos e permite que a rede mantenha maior controle sobre receitas, embalagens e abastecimento. As áreas industriais do grupo ocupam, juntas, aproximadamente 2 mil metros quadrados.
A operação está distribuída entre Bahia e Minas Gerais. Em Feira de Santana ficam a produção de cremes e uma área voltada às embalagens, enquanto a unidade mineira trabalha principalmente com recheios.
Mesmo com o avanço das lojas, a produção não atende exclusivamente à rede. Cerca de 55% do faturamento industrial ainda vem de encomendas realizadas por outros negócios.
Esse braço comercial fornece produtos para estabelecimentos que vendem açaí, sorvetes e bebidas preparadas. A atividade mantém a origem da companhia presente no modelo atual, embora a expansão das franquias tenha ganhado maior destaque.
A Açaí Fruit Show opera, portanto, em duas frentes. De um lado, comercializa diretamente para consumidores; de outro, continua fornecendo produtos para empresas do setor de alimentação.
Minas Gerais ganhou fábrica e centro de distribuição
A presença da marca em Minas Gerais aumentou depois que as lojas locais passaram a apresentar resultados relevantes. Em 2023, o grupo inaugurou uma segunda unidade industrial no estado.
Além de fabricar coberturas e recheios, a estrutura mineira recebe os cremes enviados da Bahia. O espaço também funciona como ponto de distribuição para reduzir distâncias e melhorar o atendimento no Sudeste.
Segundo Hudson Vieira, as unidades com melhor desempenho comercial estão em Minas Gerais. Essa concentração levou a empresa a reforçar a logística na região antes de acelerar a abertura de novas lojas.
A rede já possui pontos de venda na Bahia, em Minas Gerais e no Espírito Santo. O próximo mercado considerado estratégico é o estado de São Paulo.
Ao menos duas lojas estavam programadas para abrir em território paulista até agosto de 2026. A chegada ao maior mercado consumidor do país faz parte do plano de ampliar a presença da marca por meio de franqueados.
A projeção geral prevê 20 novas unidades ao longo do ano. Caso todas sejam inauguradas, a Açaí Fruit Show poderá encerrar 2026 com uma rede significativamente maior que a atual.
Franquia exige aporte inicial de R$ 270 mil
O formato oferecido aos investidores funciona em lojas de rua com área mínima de 70 metros quadrados. O valor necessário para iniciar uma unidade parte de R$ 270 mil.
A empresa informa que o prazo estimado para recuperar o investimento começa em 12 meses. Esse período pode variar conforme localização, vendas, despesas e desempenho de cada operação.
No momento, a rede ainda não possui quiosques em centros comerciais. Esse modelo aparece nos planos futuros, mas não integra a fase atual da expansão.
Até 2024, a empresa avançava principalmente com unidades próprias. Naquele ano, já havia 27 estabelecimentos controlados diretamente pelo grupo.
A decisão de franquear ocorreu depois que a companhia reuniu experiência suficiente sobre operação, custos, cardápio e comportamento dos consumidores. O objetivo era multiplicar as lojas sem depender apenas do capital da própria empresa.
O fundador considerava importante testar o formato antes de entregá-lo a investidores. Depois dessa validação, a franquia passou a ser vista como caminho mais rápido para crescer.
Açaí Fruit Show: Primeira loja consumia dez vezes mais açaí
A entrada no varejo ocorreu em 2018, dois anos depois da criação da fábrica. O primeiro ponto de venda adotou o autosserviço, permitindo que o cliente montasse o próprio pedido.
O formato ainda tinha presença limitada na região, onde predominavam estabelecimentos com porções prontas e menor possibilidade de personalização. A empresa também investiu em decoração e em um ambiente voltado à permanência das famílias.
A operação apresentou consumo de produto muito superior ao de outros clientes atendidos pela indústria. Segundo o fundador, a unidade utilizava aproximadamente dez vezes o volume adquirido por estabelecimentos concorrentes.
A abertura da loja exigiu cerca de R$ 150 mil. O dinheiro veio dos resultados gerados pela atividade industrial, iniciada anteriormente em Feira de Santana.
O desempenho do ponto experimental incentivou novas inaugurações na Bahia. Depois, o grupo avançou para Minas Gerais e começou a organizar uma rede com presença em diferentes estados.
Essa sequência permitiu que a Açaí Fruit Show testasse o contato direto com consumidores antes de estruturar o sistema de franquias.
Negócio começou com fábrica e quatro produtos
Hudson Vieira tinha 21 anos quando decidiu iniciar a produção de açaí. A empresa foi fundada em 2016, ao lado de Karolina Nantes, atual esposa do empreendedor.
O investimento inicial ficou próximo de R$ 100 mil. Parte do valor era formada por recursos próprios, enquanto outra parcela foi obtida por meio de crédito.
Na fase inicial, o catálogo era composto por:
- três tipos de açaí;
- um creme feito com cupuaçu;
- produtos destinados a lojas de sobremesas;
- fornecimento para estabelecimentos de sorvete e milk-shake.
A escolha pela indústria veio da percepção de que já existiam compradores procurando fornecedores na região. Assim, a empresa começou pela produção antes de criar uma marca de varejo.
Ao acompanhar os estabelecimentos atendidos pela fábrica, Hudson percebeu que o consumo de açaí crescia, mas parte das lojas explorava pouco o potencial comercial do produto.
Na avaliação do empresário, faltavam ações de comunicação, ambientes mais atrativos e formatos capazes de aumentar o valor gasto por consumidor. A primeira loja surgiu para testar essas hipóteses.
O autosserviço deu ao cliente maior liberdade para escolher quantidades e acompanhamentos. Essa experiência se tornou a base do modelo posteriormente levado a outras cidades.
Os dados mostram que o negócio deixou de depender exclusivamente das vendas realizadas nas lojas. A indústria continua tendo peso relevante na receita e no funcionamento da rede.
Açaí Fruit Show mira R$ 75 milhões
A companhia controla diferentes etapas do negócio, desde a formulação dos produtos até a entrega nas unidades. Essa integração facilita a criação de itens exclusivos e o abastecimento dos franqueados.
O sistema também permite dividir receitas entre indústria, lojas próprias, franquias e fornecimento para terceiros. Dessa forma, uma área pode continuar gerando vendas mesmo quando outra enfrenta ritmo menor.
A logística, no entanto, exige investimento em fábricas, estoques e distribuição. A instalação do centro mineiro foi uma resposta à necessidade de atender melhor as operações localizadas no Sudeste.
O crescimento projetado para 2026 dependerá principalmente da abertura de franquias e do avanço em São Paulo. A empresa também pretende aproveitar a capacidade das duas fábricas para atender o aumento do número de lojas.
A futura entrada em shopping centers, por meio de quiosques, poderá criar outro formato de expansão. Por enquanto, a prioridade permanece nas unidades de rua com espaços a partir de 70 metros quadrados.
De uma fábrica com quatro opções no catálogo, a Açaí Fruit Show passou a administrar uma cadeia com produção, distribuição e varejo. Agora, a marca tenta transformar essa estrutura em uma rede nacional com presença mais forte no Sudeste.
Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios
Fonte
Revista PEGN
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

