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Aos 50 anos, filha de Silvio Santos comanda o SBT, integra família com patrimônio estimado em R$ 6,4 bilhões e tenta levar emissora fundada pelo pai à era do streaming, do jornalismo 24 horas e da audiência multiplataforma
Escrito por Geovane Souza
Publicado em 23/07/2026 às 10:09
Curiosidades
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Daniela Abravanel chegou aos 50 anos à frente da emissora fundada pelo pai, depois de passar por cargos de produção, direção artística e administração. A herança bilionária pertence ao conjunto formado pela viúva e pelas seis filhas de Silvio Santos, enquanto a executiva enfrenta a disputa pela audiência em diferentes telas.
Daniela Abravanel Beyruti completou 50 anos em 11 de julho de 2026 ocupando a presidência do Sistema Brasileiro de Televisão. Terceira filha de Silvio Santos e primeira do casamento do apresentador com Íris Abravanel, ela passou boa parte da vida profissional dentro da empresa criada pela família.
A executiva assumiu o principal cargo da emissora durante a reorganização realizada após a morte de Silvio Santos, ocorrida em 17 de agosto de 2024. O desafio deixado pelo fundador envolve preservar uma marca ligada à televisão aberta e, ao mesmo tempo, disputar espectadores, publicidade e conteúdo com plataformas de streaming, redes sociais e canais digitais.
A nova estrutura administrativa foi apresentada publicamente em 11 de novembro de 2024. Daniela permaneceu como presidente, acompanhada por executivos responsáveis pelas áreas operacional e financeira, enquanto o SBT foi dividido em três pilares voltados a conteúdo, negócios e tecnologia.
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Além do cargo na emissora, Daniela integra o grupo familiar que herdou empresas construídas por Silvio Santos. Essa posição costuma levar à atribuição de uma fortuna bilionária diretamente à executiva, mas os números públicos disponíveis não permitem separar com precisão quanto do patrimônio pertence individualmente a cada herdeira.
Os R$ 6,4 bilhões pertencem ao núcleo familiar formado por Íris Abravanel e as seis filhas
A Forbes incluiu Íris Abravanel, Daniela, Patrícia, Rebeca, Renata, Cíntia e Silvia Abravanel na lista de bilionários brasileiros de 2025. Segundo a publicação, o patrimônio conjunto da viúva e das seis filhas foi estimado em R$ 6,4 bilhões, colocando o grupo na 71ª posição entre 300 fortunas brasileiras e na 12ª colocação entre as mulheres listadas.
O montante reúne ativos ligados ao SBT e a outros negócios desenvolvidos por Silvio Santos em setores como varejo, hotelaria e cosméticos. Não significa que Daniela possua sozinha os R$ 6,4 bilhões, nem que esse valor esteja disponível em dinheiro.
A confusão ocorre porque Silvio Santos aparecia anteriormente com patrimônio estimado em R$ 1,6 bilhão. Esse era o valor associado individualmente ao empresário no levantamento citado pela Forbes antes da reorganização patrimonial registrada após sua morte.
Avaliações desse tipo consideram participações empresariais, imóveis, marcas e outros ativos. O valor pode mudar conforme o desempenho das empresas, negociações internas, dívidas, condições de mercado e critérios adotados por cada levantamento.
Por isso, a forma mais precisa de apresentar Daniela é como integrante de uma família com patrimônio bilionário, e não como proprietária individual de uma fortuna de R$ 1,6 bilhão ou R$ 6,4 bilhões.
A trajetória dentro do SBT começou antes de Daniela chegar à vice-presidência
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Daniela já participava dos negócios da família desde os anos 2000. Em abril de 2023, aos 46 anos, foi anunciada como vice-presidente do SBT, ampliando sua participação nas decisões administrativas e na definição da programação da emissora.
Antes disso, ocupou a direção executiva entre 2008 e 2010 e a direção artística entre 2010 e 2015. Nesse período, acompanhou contratações, compras de formatos internacionais e projetos como a adaptação brasileira de “Carrossel”, além de integrar posteriormente o Conselho de Administração do Grupo Silvio Santos.
A experiência em conteúdo tornou-se uma das bases de sua atuação na presidência. Em vez de chegar ao cargo apenas depois da abertura da sucessão, Daniela já vinha participando da reestruturação do canal desde o retorno ao comando executivo em 2023.
Em entrevista publicada em abril de 2025, ela reconheceu que o SBT precisava recuperar características que fizeram parte da identidade da emissora, como programas familiares, apresentadores populares, humor e formatos capazes de criar proximidade com o público.
Daniela definiu essa orientação como uma tentativa de recuperar o chamado “SBT raiz”, mas adaptado à fragmentação da audiência. A própria presidente afirmou que a empresa passou a concorrer pela atenção do público com redes sociais e serviços digitais, situação diferente daquela enfrentada por Silvio Santos durante a expansão da televisão aberta.
Streaming, canal de notícias e futebol ampliaram a presença do SBT fora da grade tradicional
Uma das principais iniciativas dessa mudança foi o lançamento do +SBT, plataforma gratuita apresentada em 1º de agosto de 2024 e disponibilizada oficialmente naquele mês para celulares, computadores, tablets e televisores conectados.
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O serviço passou a reunir programas atuais, novelas, produções infantis e conteúdos antigos do acervo da emissora. Em abril de 2025, Daniela informou que o aplicativo já havia ultrapassado 10 milhões de downloads, enquanto produções do canal também circulavam por serviços como Prime Video, Disney+ e Netflix.
A expansão continuou com o lançamento do canal SBT News, estruturado para operar 24 horas por dia em plataformas digitais, serviços de televisão conectada e operadoras. Outro movimento foi o acordo com a N Sports para a transmissão de 32 partidas da Copa do Mundo de 2026, incluindo os jogos da seleção brasileira, pela TV aberta e pelas plataformas participantes.
Esses projetos mostram que a estratégia não se limita a alterar horários ou contratar apresentadores. A emissora passou a distribuir o mesmo conteúdo por televisão aberta, streaming gratuito, YouTube, canais conectados e acordos com outras plataformas.
A herança garante ativos valiosos, mas não resolve a disputa por audiência
Daniela assumiu uma empresa conhecida nacionalmente, com estúdios, rede de afiliadas, acervo de décadas e ligação direta com a imagem de Silvio Santos. Esses ativos oferecem uma vantagem que poucas empresas de comunicação possuem, mas também aumentam a cobrança sobre os resultados da nova administração.
A televisão aberta perdeu parte da exclusividade que tinha na distribuição de entretenimento e informação. O público pode assistir a programas curtos em redes sociais, séries sob demanda, transmissões ao vivo pela internet e canais gratuitos instalados diretamente nas televisões conectadas.
Nesse ambiente, a presidente precisa equilibrar duas decisões difíceis. A primeira é recuperar formatos associados à memória do SBT sem transformar a programação em uma repetição permanente do passado. A segunda é financiar projetos digitais capazes de alcançar novos espectadores sem abandonar a receita e o público da TV aberta.
Aos 50 anos, Daniela Abravanel ocupa o cargo mais alto de sua trajetória profissional e integra uma família com patrimônio estimado em bilhões de reais. O resultado de sua gestão, porém, dependerá menos do tamanho da herança e mais da capacidade de transformar marcas históricas, acervo e distribuição digital em audiência e receita.
Você acredita que o SBT deve investir mais na recuperação de programas clássicos ou concentrar recursos em streaming, jornalismo e novos formatos digitais? Deixe sua opinião nos comentários e conte qual caminho pode aproximar novamente a emissora do público.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

