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Aos 58 anos, mulher da roça que trabalha na lavoura desde menina entra em Pedagogia na universidade, divide a rotina entre a enxada e os livros e se prepara para ser a primeira professora formada do Quilombo Jussarinha, transformando um sonho adiado por décadas em esperança para a comunidade de Alagoas

Aos 58 anos, mulher da roça que trabalha na lavoura desde menina entra em Pedagogia na universidade, divide a rotina entre a enxada e os livros e se prepara para ser a primeira professora formada do Quilombo Jussarinha, transformando um sonho adiado por décadas em esperança para a comunidade de Alagoas

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Aos 58 anos, mulher da roça que trabalha na lavoura desde menina entra em Pedagogia na universidade, divide a rotina entre a enxada e os livros e se prepara para ser a primeira professora formada do Quilombo Jussarinha, transformando um sonho adiado por décadas em esperança para a comunidade de Alagoas

Escrito por Carla Teles

Publicado em 30/07/2026 às 03:15

Curiosidades

Mulher da roça cursa Pedagogia na Ufal e quer ser professora no Quilombo Jussarinha, em Alagoas, após décadas longe da escola.

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Dona Raimunda trabalha na lavoura desde menina, voltou a estudar depois dos 50 anos, cursa o quarto período de Pedagogia na Universidade Federal de Alagoas e pretende levar conhecimento ao Quilombo Jussarinha, onde poderá se tornar a primeira professora formada da comunidade, sem abandonar hortaliças, família e trabalho rural cotidiano.

Aos 58 anos, a mulher da roça conhecida como dona Raimunda divide os dias entre o trabalho na lavoura e os estudos de Pedagogia. Depois de passar décadas afastada da sala de aula, ela ingressou na Universidade Federal de Alagoas e chegou ao quarto período do curso.

A história foi publicada pelo portal Só Notícia Boa em 21 de fevereiro de 2026. Segundo a reportagem, Raimunda mora no Quilombo Jussarinha, em Alagoas, trabalha no campo desde menina e se prepara para se tornar a primeira professora formada da comunidade.

Trabalho na lavoura começou ainda na infância

Raimunda começou a trabalhar na roça quando ainda era menina. A obrigação de ajudar nas atividades rurais limitou suas oportunidades de frequentar a escola e fez com que o sonho de estudar fosse adiado durante grande parte da vida.

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A distância da sala de aula não significou falta de interesse pela educação. A vontade de aprender permaneceu enquanto ela construía sua família, trabalhava na lavoura e enfrentava uma rotina marcada pelas responsabilidades do campo.

A fonte não informa a idade exata em que Raimunda interrompeu ou deixou de iniciar os estudos regulares. Também não esclarece quando ela retomou formalmente a vida escolar antes de entrar na universidade.

O que está confirmado é que a mulher da roça somente conseguiu avançar no projeto educacional depois dos 50 anos. A entrada no ensino superior representa, portanto, uma conquista construída após décadas de espera.

Pedagogia transformou sonho antigo em rotina

Raimunda está matriculada no curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas, a Ufal. No momento retratado pela reportagem, ela frequentava o quarto período da graduação.

O curso exige que a estudante concilie leituras, atividades acadêmicas e deslocamentos com o trabalho que continua realizando em casa e na lavoura. Os livros passaram a dividir espaço com a enxada sem que uma parte de sua identidade anulasse a outra.

A fonte não informa em qual campus da Ufal Raimunda estuda, qual é a modalidade do curso ou quando ela iniciou a graduação. Também não apresenta uma data prevista para a conclusão da formação.

Por isso, não é possível afirmar em que ano ela receberá o diploma. A reportagem sustenta apenas que a estudante avançava na graduação e pretendia atuar profissionalmente na própria comunidade.

Mulher da roça continua plantando hortaliças

Vídeo: sonoticiaboaoficial/instagram

Mesmo depois de ingressar na universidade, dona Raimunda não abandonou a atividade rural. Ela permanece trabalhando na roça e cultiva hortaliças no quintal de casa.

A rotina mostra que a entrada no ensino superior não eliminou as responsabilidades acumuladas ao longo da vida. O estudo foi incorporado a um cotidiano que já envolvia plantio, cuidados domésticos e participação na família.

A reportagem não detalha quais hortaliças são cultivadas, quanto tempo ela dedica diariamente ao trabalho rural ou se a produção é destinada ao consumo da família ou à comercialização.

Essas informações não podem ser inferidas. O dado confirmado é que a mulher da roça segue ligada à lavoura enquanto constrói uma nova trajetória por meio da universidade.

Raimunda foi a primeira mulher alfabetizada da comunidade

Segundo a fonte, dona Raimunda também foi a primeira mulher a se alfabetizar no Quilombo Jussarinha. A conquista antecedeu a entrada na Ufal e tornou sua trajetória educacional uma referência dentro da comunidade.

Aprender a ler e escrever abriu o caminho que mais tarde a levaria ao curso de Pedagogia. O avanço mostra que a formação universitária foi resultado de diferentes etapas, e não de uma mudança ocorrida de maneira repentina.

A reportagem não apresenta documentos, datas ou informações sobre o programa de alfabetização frequentado por Raimunda. Também não informa quantas mulheres viviam na comunidade durante esse período.

A condição de primeira mulher alfabetizada é atribuída diretamente a ela pela fonte. Sem informações adicionais, não é possível estabelecer quando esse marco ocorreu ou como foi organizado o processo de aprendizagem.

Família acompanha uma trajetória iniciada depois dos 50

Raimunda é mãe de oito filhos adultos e também tem uma neta. De acordo com a reportagem, ela se orgulha de ser uma inspiração para os integrantes da família.

Sua entrada na universidade mostra aos filhos e à neta que a formação escolar pode ser retomada mesmo depois de longos períodos. A idade não apagou o sonho, embora tenha tornado necessário reorganizar uma vida inteira para realizá-lo.

A fonte não apresenta declarações individuais dos filhos nem informa como a família participa da rotina acadêmica de Raimunda. Também não detalha os desafios financeiros ou logísticos envolvidos na graduação.

Assim, não é possível atribuir aos familiares opiniões ou formas específicas de apoio. O que está registrado é o orgulho manifestado pela estudante diante da possibilidade de servir como exemplo.

Diploma pode abrir caminho para primeira professora formada

O objetivo de Raimunda é concluir Pedagogia e trabalhar como professora. Caso finalize a graduação e passe a exercer a profissão no Quilombo Jussarinha, ela poderá se tornar a primeira professora formada da comunidade.

O projeto não termina na conquista individual do diploma. A mulher da roça pretende utilizar a formação para levar conhecimento às pessoas do lugar onde vive e ampliar o alcance da educação.

A fonte não informa se Raimunda já trabalha informalmente com crianças, se existe uma escola dentro do quilombo ou quais procedimentos serão necessários para que ela exerça oficialmente a docência.

Também não há confirmação de contratação ou nomeação futura. A condição de primeira professora formada representa uma expectativa ligada à conclusão do curso e aos próximos passos profissionais.

Educação passou a representar esperança para Jussarinha

A trajetória de dona Raimunda reúne trabalho rural, maternidade, alfabetização e ingresso no ensino superior depois dos 50 anos. Esses elementos explicam por que sua formação possui importância que ultrapassa a experiência individual.

Ao ocupar uma cadeira universitária, ela leva consigo uma história construída dentro do Quilombo Jussarinha. O conhecimento acadêmico passa a dialogar com a realidade de uma comunidade onde as oportunidades educacionais foram limitadas para gerações anteriores.

A reportagem não apresenta dados sobre população, escolas ou índices educacionais do quilombo. Portanto, não é possível medir numericamente o impacto que a futura formação de Raimunda poderá produzir.

Ainda assim, sua presença na Ufal cria uma referência concreta para pessoas que também precisaram interromper ou adiar os estudos por causa do trabalho e das responsabilidades familiares.

Um sonho antigo que ainda está sendo construído

Dona Raimunda ainda não concluiu a graduação e não recebeu o título de professora. Sua história permanece em desenvolvimento enquanto ela avança nos períodos de Pedagogia e mantém a rotina na lavoura.

A conquista está justamente em transformar um sonho adiado durante décadas em um projeto que agora faz parte de sua vida cotidiana. Entre a enxada e os livros, ela continua construindo o caminho até o diploma.

Na sua opinião, universidades e governos deveriam criar mais programas para facilitar o ingresso e a permanência de trabalhadores rurais adultos no ensino superior? Conte nos comentários quais apoios poderiam ajudar outras pessoas a retomar os estudos depois de tantos anos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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