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Aos 86 anos, “rei do gado brasileiro” reúne 240 mil bovinos em fazendas que somam mais de 100 mil hectares no Pará; conheça o império rural de Roque Quagliato

Aos 86 anos, “rei do gado brasileiro” reúne 240 mil bovinos em fazendas que somam mais de 100 mil hectares no Pará; conheça o império rural de Roque Quagliato

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Aos 86 anos, “rei do gado brasileiro” reúne 240 mil bovinos em fazendas que somam mais de 100 mil hectares no Pará; conheça o império rural de Roque Quagliato

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 28/07/2026 às 15:30

Agronegócio

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Rei do gado brasileiro, Roque Quagliato controla um complexo com mais de 240 mil bovinos, 100 mil hectares e cerca de 50 retiros no Pará. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

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Rei do gado brasileiro, Roque Quagliato controla um complexo com mais de 240 mil bovinos, 100 mil hectares e cerca de 50 retiros no Pará.

Um território rural superior a 100 mil hectares, dividido em dezenas de núcleos de produção e ocupado por mais de 240 mil bovinos, transformou Roque Quagliato em uma das figuras mais conhecidas da pecuária nacional. Aos 86 anos, o empresário apontado como rei do gado brasileiro permanece ligado a uma operação cuja dimensão se aproxima da estrutura de uma pequena cidade.

Os números sobre o rebanho e as propriedades foram divulgados pelos portais Compre Rural e Agrozil, em julho de 2026. O patrimônio é administrado por meio do Grupo Rio Vermelho, responsável por organizar uma produção espalhada por uma extensa área rural.

Rei do gado brasileiro administra fazenda dividida em 50 núcleos

A dimensão da propriedade exigiu a criação de uma estrutura descentralizada, na qual diferentes áreas funcionam como unidades produtivas com equipes e instalações próprias. Esses pontos são chamados de retiros e permitem acompanhar os animais sem concentrar todo o manejo em um único local.

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Cada retiro abriga aproximadamente 3 mil bovinos e possui currais destinados às rotinas de alimentação, acompanhamento sanitário e movimentação do rebanho. Ao todo, o complexo reúne perto de 50 dessas unidades, que operam como pequenas fazendas dentro de uma propriedade muito maior.

A divisão reduz as distâncias percorridas por trabalhadores e animais durante as atividades diárias. Em uma área superior a 100 mil hectares, centralizar todos os procedimentos em apenas um curral tornaria o controle muito mais difícil.

Operação reúne mais de 240 mil cabeças de gado

O rebanho atribuído ao grupo ultrapassa 240 mil animais, quantidade que coloca a empresa entre as maiores estruturas privadas voltadas à pecuária de corte no país. O número também ajuda a dimensionar a necessidade de mão de obra, pastagens, instalações e acompanhamento contínuo.

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A escala alcançada pelo rei do gado brasileiro não surgiu de uma única aquisição. O império foi construído durante décadas de expansão territorial, crescimento do rebanho e organização das diferentes propriedades sob uma mesma administração.

Mudança para o Pará começou nos anos 1970

Antes de se dedicar à pecuária no Norte do país, Roque Quagliato vivia em Ourinhos, no interior de São Paulo, onde atuava como usineiro. Na década de 1970, decidiu deixar essa atividade e transferir seus investimentos para uma região que ainda oferecia grandes áreas disponíveis para projetos agropecuários.

A mudança foi considerada arriscada por pessoas próximas, já que envolvia trocar uma posição estabelecida em São Paulo por um empreendimento distante dos centros econômicos mais consolidados. O empresário, entretanto, manteve o plano e iniciou a formação das primeiras propriedades.

Com o avanço da operação, Sapucaia tornou-se o principal ponto de referência do grupo. A área fica nas proximidades de Xinguara, município inserido em uma das regiões mais ligadas à criação de gado no sul paraense.

Rei do gado brasileiro ampliou patrimônio com nova compra

A expansão continuou mesmo depois de o grupo alcançar uma área superior a 100 mil hectares. Em uma das operações rurais de maior destaque atribuídas ao empresário, foram adquiridos aproximadamente 27 mil hectares que pertenciam ao Grupo AgroSB.

A compra acrescentou uma extensão equivalente a milhares de campos de futebol ao conjunto já controlado pela família. O negócio reforçou a presença do Grupo Rio Vermelho em uma área onde o valor da terra aumentou ao longo das últimas décadas.

A operação também mostrou que a estratégia do rei do gado brasileiro não estava limitada à manutenção do patrimônio existente. Mesmo com uma estrutura consolidada, o grupo continuou buscando novas áreas capazes de sustentar a produção pecuária.

Complexo funciona como uma pequena cidade rural

Administrar centenas de milhares de animais em um território tão amplo exige mais do que currais e áreas de pastagem. A propriedade precisa oferecer condições para que equipes e famílias permaneçam próximas aos diferentes pontos de produção.

A divisão em retiros cria núcleos com rotinas próprias, responsáveis por cuidar de uma parte específica do rebanho. Essa organização reduz a dependência de deslocamentos constantes até a sede principal e permite que problemas sejam identificados com maior rapidez.

Na prática, o complexo reúne moradia, trabalho, manejo animal e infraestrutura produtiva dentro de uma mesma área. A dimensão territorial faz com que a fazenda opere com características semelhantes às de uma comunidade rural autônoma.

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Números mostram a dimensão do Grupo Rio Vermelho

Os principais dados associados ao empreendimento incluem:

A combinação entre área, rebanho e estrutura interna diferencia o grupo de uma fazenda convencional. O funcionamento se aproxima de uma rede de propriedades conectadas por uma mesma estratégia de produção.

Comparação com novela ajudou a popularizar o título

A expressão “rei do gado” ganhou grande projeção no Brasil com a novela exibida pela televisão, que apresentou conflitos familiares e econômicos ligados a grandes proprietários rurais. Fora da dramaturgia, o apelido passou a ser associado a Roque Quagliato por causa da dimensão de seu rebanho.

A comparação, entretanto, não depende apenas da quantidade de animais. O tamanho das terras, a expansão contínua e a organização do negócio também contribuíram para consolidar a imagem pública do empresário.

Enquanto a história televisiva pertence à ficção, os números do complexo paraense ajudam a explicar por que Quagliato passou a ser citado como rei do gado brasileiro em publicações ligadas ao agronegócio.

Pecuária intensiva exige controle permanente

Uma operação com 240 mil bovinos precisa acompanhar alimentação, saúde, reprodução e movimentação dos animais de maneira constante. A organização dos retiros foi criada para permitir que cada equipe cuide de um grupo menor, embora ainda formado por milhares de cabeças.

Os currais instalados em cada unidade servem como pontos de apoio para os procedimentos realizados no rebanho. A divisão também facilita a identificação de diferenças entre áreas, lotes e condições de manejo.

Esse modelo permite controlar uma fazenda de grande extensão sem transformar todas as decisões em tarefas exclusivas da sede. Cada retiro assume parte da rotina, enquanto a administração central mantém a coordenação do conjunto.

Patrimônio foi construído durante quase meio século

A trajetória de Roque Quagliato no Pará começou há aproximadamente cinco décadas, período em que a região passou por importantes transformações econômicas. O negócio cresceu junto com a expansão da pecuária e com a valorização das áreas rurais.

O empresário acumulou terras, aumentou o rebanho e estruturou uma operação capaz de funcionar em diferentes núcleos. A passagem de usineiro no interior paulista para proprietário de um dos maiores complexos pecuários do país ocorreu de forma gradual.

Aos 86 anos, Quagliato permanece como principal nome ligado ao Grupo Rio Vermelho. Sua história passou a representar um caso de expansão empresarial baseada em terra, produção animal e administração de larga escala.

Rei do gado brasileiro, Roque Quagliato controla um complexo com mais de 240 mil bovinos, 100 mil hectares e cerca de 50 retiros no Pará. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

Rei do gado brasileiro mantém um dos maiores impérios pecuários do país

O empreendimento administrado pela família Quagliato reúne números raros mesmo dentro do agronegócio brasileiro. São centenas de milhares de bovinos, dezenas de unidades internas e um território que supera a área de várias cidades.

A estrutura construída no sul do Pará mostra como uma fazenda pode se transformar em uma organização com múltiplos centros produtivos. A grande extensão deixou de ser apenas uma medida territorial e passou a determinar toda a forma de gestão do negócio.

Quase meio século depois de deixar São Paulo, Roque Quagliato continua associado a um patrimônio bilionário e a um rebanho superior a 240 mil animais. É essa combinação de escala, expansão e longevidade que sustenta sua identificação como rei do gado brasileiro.

Fonte: Revista CARAS e Compre Rural

Fontes

Caras

Compre Rural


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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