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Após caso de raiva bovina em Tarauacá, veterinárias do IDAF orientam produtores

Após caso de raiva bovina em Tarauacá, veterinárias do IDAF orientam produtores

Depois da confirmação de um caso de raiva em um bovino na zona rural de Tarauacá, as médicas veterinárias do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF), Soraya Aguiar e Victória Feitosa, participaram nesta terça-feira (21) do programa Bom Dia Tarauacá, apresentado pelo jornalista Raimundo Accioly, para orientar produtores e esclarecer dúvidas da população.

Durante a entrevista, as profissionais explicaram que a raiva permanece entre as doenças mais graves para animais e humanos. Provocada por um vírus que afeta todos os mamíferos, ela ataca o sistema nervoso central e leva quase sempre à morte após o surgimento dos sintomas. Nos rebanhos, a principal via de contaminação é a mordida do morcego hematófago (Desmodus rotundus), mas o contato com a saliva de animais infectados também transmite o vírus.

A identificação precoce dos sintomas é decisiva para conter a doença. Victória Feitosa alertou que a rapidez no reconhecimento dos sinais evita novas infecções na propriedade. Entre os principais indícios estão o isolamento do animal em relação ao rebanho, dificuldade para caminhar, tremores musculares, salivação intensa, dificuldade para engolir água e alimentos, além de alterações neurológicas e de comportamento. Diante de qualquer suspeita, segundo a veterinária, o produtor deve acionar o IDAF de imediato para que o órgão faça a investigação e recolha material para exame laboratorial.

Para as veterinárias, a vacinação anual continua sendo a proteção mais eficiente do rebanho. A primeira dose deve ser aplicada quando o bovino completa três meses de idade, com reforço todos os anos. As profissionais lembraram que o custo da vacina é baixo diante do prejuízo causado pela morte dos animais.

Outro ponto abordado foi a ausência de punição ao produtor que informa um caso suspeito, mesmo com o rebanho sem vacinação. Ao contrário, a notificação permite que o IDAF adote medidas rápidas de contenção, entre elas a vacinação preventiva dos demais animais da propriedade e das áreas próximas, o que reduz o risco de a doença se espalhar.

O risco também alcança as pessoas. Como a raiva atinge seres humanos, as veterinárias recomendaram que qualquer indivíduo mordido ou arranhado por morcegos, cães, gatos ou outros mamíferos procure de imediato uma unidade de saúde para avaliação e, quando indicada, vacinação. Elas orientaram ainda que ninguém manipule animais doentes sem equipamentos de proteção, principalmente luvas, por causa do risco de contato com a saliva contaminada.

Qualquer suspeita de raiva deve ser comunicada de imediato à unidade do IDAF, que em Tarauacá funciona provisoriamente no prédio da Cageacre, no bairro Copacabana, enquanto a sede passa por reforma. A mensagem final das veterinárias foi para vacinar o rebanho, observar os sinais da doença e comunicar rapidamente qualquer suspeita são medidas que protegem os animais, preservam a saúde das famílias e evitam prejuízos para a pecuária acreana.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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