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Após funcionário reclamar que colegas saíam para fumar enquanto outros continuavam trabalhando, empresa japonesa respondeu com seis dias extras de férias para quem não fumava

Após funcionário reclamar que colegas saíam para fumar enquanto outros continuavam trabalhando, empresa japonesa respondeu com seis dias extras de férias para quem não fumava

5 min de leitura

Após funcionário reclamar que colegas saíam para fumar enquanto outros continuavam trabalhando, empresa japonesa respondeu com seis dias extras de férias para quem não fumava

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 30/07/2026 às 22:42

Curiosidades

Uma reclamação sobre pausas para fumar levou a Piala a criar seis dias extras de férias remuneradas

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Uma reclamação sobre pausas para fumar levou a Piala a criar seis dias extras de férias remuneradas, compensando quem permanecia no escritório e provocando uma discussão sobre justiça, produtividade e distribuição do tempo pago entre os funcionários.

Enquanto parte dos funcionários fazia pausas e deixava o escritório para fumar, os demais continuavam trabalhando diante do computador. A diferença provocou uma reclamação interna e levou uma empresa japonesa a conceder seis dias extras de férias para quem não fumava.

A decisão foi adotada pela Piala, empresa de marketing localizada em Tóquio. A informação foi publicada por Sky News, veículo britânico de notícias com cobertura internacional. A política começou em setembro de 2017 e alcançava uma equipe com cerca de 120 funcionários.

Em vez de proibir as saídas ou retirar benefícios dos fumantes, a companhia preferiu compensar quem não utilizava esse tipo de pausa. A escolha colocou a distribuição do tempo pago no centro da conversa dentro da empresa.

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Reclamação deixada na caixa de sugestões chegou à direção

A mudança começou quando um funcionário não fumante deixou uma mensagem na caixa de sugestões. A reclamação apontava que os colegas saíam para fumar enquanto outras pessoas permaneciam no escritório trabalhando.

O problema ficava mais evidente por causa da localização da Piala. O escritório funcionava no 29º andar de um prédio, enquanto a área destinada aos fumantes ficava na entrada.

Reclamação deixada na caixa de sugestões chegou à direção

Cada deslocamento até esse espaço e o retorno ao escritório consumiam aproximadamente 15 minutos. A repetição das saídas criou a sensação de que os não fumantes trabalhavam mais, embora todos fizessem parte da mesma jornada.

A direção reconheceu a insatisfação e decidiu criar uma resposta simples. Os trabalhadores que não fumavam passaram a receber seis dias adicionais de férias remuneradas por ano.

Seis dias extras de férias compensaram as pausas para fumar

Uma única pausa de 15 minutos pode parecer pequena. Porém, várias saídas realizadas ao longo dos dias podem representar uma diferença perceptível para quem permanece trabalhando.

A Piala evitou controlar individualmente cada minuto usado pelos fumantes. A empresa reuniu essa diferença em um benefício anual, permitindo que os não fumantes aproveitassem mais seis dias de descanso.

Os fumantes não perderam salário, férias ou o direito de deixar o escritório. A empresa apenas acrescentou uma vantagem para as pessoas que não faziam pausas para fumar.

Essa escolha mudou a forma de lidar com a reclamação. Em vez de aplicar uma punição, a Piala criou uma compensação pelo tempo trabalhado, sem exigir que os colegas vigiassem as saídas uns dos outros.

Um quarto dos funcionários usou o novo benefício

Sky News, veículo britânico de notícias com cobertura internacional, divulgou que um quarto dos funcionários já havia utilizado os dias adicionais quando o caso foi publicado em 2 de novembro de 2017.

A política também incentivou quatro funcionários a abandonar o cigarro para ter acesso ao benefício. Assim, os dias extras passaram a funcionar tanto como compensação quanto como incentivo para uma mudança de hábito.

Takao Asuka, presidente da Piala, defendia o uso de vantagens para estimular os funcionários, sem aplicar punições ou obrigações. A decisão preservava a escolha individual, mas deixava claro que as pausas tinham impacto sobre a rotina da equipe.

Hirotaka Matsushima, diretor de planejamento corporativo da companhia e também não fumante, afirmou que o sistema havia conquistado boa aceitação entre os funcionários.

Premiar os não fumantes foi mais eficiente do que punir

A Piala poderia ter limitado as saídas, descontado o tempo ou criado um controle mais rígido. A direção escolheu oferecer um benefício a quem permanecia no escritório.

Essa decisão evitou uma punição direta aos fumantes. Ao mesmo tempo, reconheceu o incômodo dos trabalhadores que acreditavam cumprir uma jornada maior por não fazerem as mesmas pausas.

Seis dias extras de férias compensaram as pausas para fumar

A vantagem também criou uma escolha clara. Quem continuasse fumando manteria sua rotina, enquanto quem abandonasse o cigarro poderia receber os seis dias extras de férias.

O resultado registrado naquele período mostrou que o incentivo teve efeito dentro da empresa. Parte dos funcionários aproveitou o descanso adicional e quatro pessoas mudaram de hábito para participar da política.

Outras formas de descanso também entram nessa discussão

O caso não envolve apenas o cigarro. Funcionários também podem interromper tarefas para conversar, tomar café, olhar o celular ou descansar por alguns minutos.

Por isso, compensar somente quem não fuma levanta outra questão: trabalhadores que evitam diferentes tipos de pausa também deveriam receber algum benefício? A resposta depende de como cada empresa organiza e acompanha sua jornada.

Controlar todos esses momentos poderia transformar o ambiente de trabalho em um espaço de vigilância constante. Por outro lado, ignorar diferenças frequentes pode aumentar a sensação de tratamento desigual entre colegas.

A experiência da Piala mostra que o desafio não está apenas em contar minutos. A empresa também precisa observar se as regras são compreendidas e consideradas justas pelas pessoas afetadas.

Caso da Piala colocou a justiça no trabalho em debate

A reclamação de um funcionário foi suficiente para mudar a política de uma empresa com cerca de 120 trabalhadores. A resposta criou seis dias extras de férias para os não fumantes e evitou uma punição direta aos colegas que saíam para fumar.

A medida também mostrou como pequenas pausas podem gerar conflitos quando parte da equipe acredita estar trabalhando mais. O ponto principal não era apenas o cigarro, mas a maneira como o tempo remunerado era distribuído entre os funcionários.

Se algumas pausas fazem parte da rotina de qualquer trabalhador, dar férias extras apenas a quem não fuma é uma compensação justa ou cria uma nova desigualdade? Deixe sua opinião e compartilhe.

Fonte

Sky News


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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