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Arqueólogos abrem câmaras funerárias no Egito e encontram 560 estatuetas, dezenas de sepultamentos, resíduos de mumificação e cerâmicas trazidas da ilha de Rodes
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 24/07/2026 às 13:54
Ciência e Tecnologia
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Descoberta em Tell Athar Quesna reúne câmaras mortuárias, corpos em postura osiriana, amuletos, resíduos ligados à mumificação e cerâmicas de Rodes, revelando crenças funerárias e conexões comerciais do Egito com o Mediterrâneo oriental
Um complexo funerário de Quesna, descoberto na Governadoria de Menoufia, no Egito, revelou dezenas de sepultamentos, 560 estatuetas funerárias, amuletos, cerâmicas e peças importadas. O conjunto ajuda a investigar rituais ligados à vida após a morte e as conexões comerciais egípcias com o Mediterrâneo oriental.
Complexo funerário de Quesna tinha câmaras planejadas
A descoberta foi feita por uma missão egípcia do Conselho Supremo de Antiguidades na necrópole de Tell Athar Quesna, considerada um dos maiores cemitérios privados do delta central do rio Nilo.
A estrutura foi construída de maneira planejada. Um salão principal dava acesso a diferentes câmaras mortuárias por entradas em arco.
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Apesar do desaparecimento da cobertura, partes das passagens continuam preservadas e permitem reconstruir a arquitetura original.
Dentro do complexo, os pesquisadores encontraram diversos indivíduos enterrados na chamada postura osiriana, associada a Osíris, divindade relacionada ao renascimento e à vida após a morte no Egito Antigo.
Os esqueletos apresentavam diferentes níveis de conservação. Segundo os profissionais envolvidos na escavação, essa variação está ligada às condições de preservação encontradas em diferentes pontos do sítio arqueológico.
Câmara guardava 560 estatuetas funerárias
Uma das câmaras concentrava dois conjuntos de ushabtis, pequenas estatuetas funerárias feitas de faiança.
Ao todo, foram contabilizadas 560 peças, produzidas em tamanhos e estilos variados, mas seguindo a tradicional forma osiriana.
Algumas estatuetas apresentam inscrições inspiradas no Livro dos Mortos, coleção de fórmulas e encantamentos colocada junto aos falecidos para protegê-los durante a jornada no além.
Também foram encontrados amuletos de pedra com representações do Olho de Hórus, do Tyet, conhecido como Nó de Ísis, além de peças em formato de dedos e pequenas figuras de divindades egípcias.
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Cerâmicas preservam sinais dos rituais de sepultamentos
A escavação revelou pratos, jarros, recipientes de armazenamento e duas lamparinas a óleo. Um dos vasos ainda continha resíduos de uma substância possivelmente utilizada na mumificação ou durante cerimônias funerárias.
Contas de faiança azuis e verdes podem ter formado uma rede funerária ou uma cobertura colocada sobre um dos corpos.
Outro sepultamento chamou atenção pelas placas de cerâmica posicionadas sob os braços e entre as coxas do indivíduo.
Peças de Rodes indicam comércio pelo Mediterrâneo
Fragmentos de cerâmica importados da ilha grega de Rodes também foram recuperados. Parte da alça de um recipiente ainda preserva o nome de seu fabricante.
Os materiais reforçam as evidências de rotas comerciais entre o Egito e outras regiões do Mediterrâneo durante o Período Tardio e a era greco-romana.
A equipe agora busca compreender o significado dos sepultamentos incomuns identificados no local.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Archaeology News e do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://aventurasnahistor
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

