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Arqueólogos encontram acampamento militar romano de 7,4 hectares do século II com esqueletos de soldados, armas, armaduras, moedas e cinco portões preservados na Eslováquia
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 23/07/2026 às 20:39
Ciência e Tecnologia
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Descoberto antes da construção de um parque industrial, sítio do século II preserva cinco portões, restos de soldados, armaduras e objetos ligados às Guerras Marcomanas no sudoeste da Eslováquia, sob o governo de Marco Aurélio
Um raro acampamento militar romano do século II d.C. foi identificado próximo à cidade de Šurany, no sudoeste da Eslováquia. Com 7,4 hectares, o sítio preserva fossos, muralhas, cinco portões, restos humanos, armamentos e objetos cotidianos associados às Guerras Marcomanas, durante o governo do imperador Marco Aurélio.
Acampamento militar romano apareceu durante preparação de parque industrial
A descoberta ocorreu durante uma investigação arqueológica realizada antes da construção do futuro Parque Industrial de Šurany.
Pesquisadores do Instituto de Arqueologia da Academia Eslovaca de Ciências escavaram uma área superior a 150 hectares.
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A dimensão do trabalho transformou a operação em uma das maiores campanhas arqueológicas já realizadas no país.
Dentro da área investigada, os especialistas conseguiram identificar praticamente toda a estrutura do acampamento temporário.
O local é atribuído ao reinado do imperador Marco Aurélio, entre 161 e 180 d.C. O achado amplia as evidências sobre a atuação do exército romano ao norte do rio Danúbio, região ainda pouco documentada arqueologicamente.
O acampamento também é o primeiro desse tipo identificado na região de Nitra. Sua preservação permite analisar a organização interna de uma instalação militar romana sem as interferências provocadas pela ocupação moderna.
Cinco portões e uma entrada defensiva inédita no país
Embora apresente elementos comuns às fortificações romanas, como fossos e muralhas de proteção, o acampamento de Šurany possui um formato considerado incomum pelos responsáveis pela pesquisa.
Foram encontrados cinco portões de acesso. Uma das entradas apresenta formato de clavícula, uma configuração planejada para dificultar o avanço de possíveis invasores e aumentar a capacidade defensiva dos ocupantes.
Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que uma estrutura desse tipo é documentada na Eslováquia. O conjunto ajuda a revelar como as tropas protegiam acampamentos temporários instalados durante campanhas militares.
Esqueletos e equipamentos permaneceram espalhados pelo acampamento
Restos humanos foram encontrados em diferentes pontos do sítio. Os esqueletos estavam em fossos defensivos, poços, fossas usadas para armazenamento e sepultamentos rasos.
Ao lado dos corpos, os arqueólogos recuperaram pontas de lança e flecha, fragmentos de capacetes, peças de armaduras segmentadas e de escamas, broches legionários, moedas romanas, machados e ferramentas de corte.
Também foram encontrados pregos de ferro das caligae, as sandálias usadas pelos militares romanos, além de um dado utilizado em jogos. Os objetos permitem investigar tanto o combate quanto aspectos da rotina dos ocupantes.
Uma das principais dúvidas é por que armas, armaduras e outros equipamentos permaneceram junto aos mortos. Esses materiais normalmente eram recolhidos após confrontos para serem reaproveitados.
Os pesquisadores estudam as circunstâncias da morte dos indivíduos e avaliam se doenças ou outros fatores podem ter contribuído para o abandono do acampamento militar romano.
Exames podem revelar origem e condições de saúde dos soldados
Os materiais passam por conservação e análises científicas. Alguns artefatos foram radiografados ainda envolvidos pelo solo, medida adotada para reduzir o risco de danos durante a retirada.
Calçados militares preservados permitiram aos especialistas estimar até o tamanho dos pés de alguns ocupantes.
As próximas etapas incluem datação por radiocarbono, análises genéticas, estudos isotópicos e exames do solo.
Pesquisadores de diferentes países também realizarão estudos paleopatológicos para procurar sinais de doenças.
Os resultados poderão esclarecer como os militares morreram, de onde vieram e qual foi o papel estratégico do acampamento nas Guerras Marcomanas.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Instituto de Arqueologia da Academia Eslovaca de Ciências apresentadas no material fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://revistaoeste.com/
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

